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Terceira temporada de 'Sherlock': segundas impressões


Sim, eu precisei assistir à terceira temporada de Sherlock mais uma vez antes de escrever esse post. Porque, vocês sabem, esses três últimos episódios foram bem diferentes de tudo que a série vinha apresentando até então, e isso causa um estranhamento natural. Mas a questão fundamental ainda ecoava: trata-se, enfim, de uma boa temporada? À primeira vista, eu diria que não. Agora, minha tendência é ficar com o "sim".

(Milhões de spoilers a seguir)

 Foram dois longos anos de espera. E "The Reichenbach fall" não foi um episódio qualquer: os 90 minutos que precedem a falsa morte de Sherlock Holmes (Benedict Cumberbatch) são dos mais interessantes da produção. E é genial como "The empty hearse" brinca com a expectativa dos fãs sobre a resolução do mistério. Talvez os criadores Steven Moffat e Mark Gatiss tenham se deixado levar demais pelo hype que se criou em torno da atração durante o Grande Hiato? Talvez. Mas, além de ser uma referência direta à resposta do público (algo que não me lembro de outra série ter feito), foi bem inteligente. A comédia aliviou a responsabilidade de uma resposta definitiva. Lembram da reação do Anderson (Jonathan Aris) quando ele ouviu a explicação "definitiva" do próprio Sherlock? "Decepcionante". Ao que o detetive prontamente responde: "Todo mundo é um crítico". Que me desculpem os ranzinzas, mas bom humor é fundamental.


Outro ponto controverso do episódio foi o "caso do dia", que recebeu bem menos importância do que de costume. Acho que essa foi minha grande decepção, logo de início. Todo fã de série/filme de investigação quer acompanhar a investigação do enigma (e por que não antecipar a solução?). O raciocínio brilhante de Sherlock só torna tudo ainda mais instigante nesse programa que nos acostumou bem, sempre com casos bem sólidos. Mas, diante de tantas distrações, o tal atentado terrorista em Londres ficou em terceiro plano, o que não deixa de ser frustrante. Depois de rever a temporada, no entanto, fiquei com a impressão de que a dinâmica não poderia ser outra: caso contrário, o principal aspecto desse retorno perderia o destaque. Sim, o reencontro de Sherlock e John Watson (Martin Freeman). Afinal, é a dupla que nos faz voltar à assistir ao programa, não é? De que adianta uma estrutura bem amarrada, diálogos espertos, fotografia caprichada etc. etc. etc., se os protagonistas não nos cativam? E nunca na série foi tão importante que o relacionamento dos dois ganhasse esse destaque.

Vocês se lembram da despedida de Watson no túmulo de Sherlock. Foi de partir o coração. O detetive também se lembra, mas, como ele não tem bem um coração, resolveu fazer piada com o amigo. Quem mais voltaria dos mortos dois anos depois sem dar nenhuma explicação e zombaria do bigode do melhor amigo? E a hilária reação do médico diz muito sobre o que ele passou em silêncio nesse período. Mas agora há uma terceira pessoa que perturba de alguma forma essa relação tão saudável e equilibrada (ok, nem uma nem outra): Mary (Amanda Abbington, mulher de Martin Freeman), a futura senhora Watson. O desenvolvimento dela na série é sutil e, por isso mesmo, incrível: quando nos afeiçoamos a ela, o fim da temporada nos surpreende. E, se você se sentir traído como John, foi porque você também não notou as pistas que estavam lá desde o começo.


O segundo, sem dúvida, é o mais estranho dos três episódios: ambientado exclusivamente no casamento de John e Mary, recorre a constantes flashbacks para montar o caso do dia, que, na verdade são três (que só fazem sentido completamente no desfecho da trama). Definitivamente, alguma coisa está fora da ordem. E a ausência de ligação imediata com o arco da temporada (o anunciado vilão, Charles Augustus Magnussen, vivido por Lars Mikkelsen, foi apenas sugerido no capítulo anterior) causa ainda mais angústia. Minha impressão sobre o episódio só melhorou depois de uma segunda vista, sem a rejeição inicial e já ciente das pistas que se justificam no conjunto da temporada.

Mas ninguém há de negar que apenas o impagável discurso de Mr. Holmes como padrinho já é o suficiente para justificar a existência de "The sign of three". Ele é tão insensível a ponto de preocupar o inspetor Greg Lestrade (Rupert Graves) - e mobilizar a Scotland Yard por tabela - para escrever um simples texto. E tem dificuldade em reconhecer quando está sendo inconveniente ou está insultando alguém (notem-se as caras de constrangimento entre os convidados). Sherlock continua sendo Sherlock, mesmo que em alguns momentos demonstre uma certa empatia com outros seres humanos. Nada grave. Mas se é verdade que o álcool revela o verdadeiro caráter das pessoas, já é possível afirmar que ele é gente finíssima (e muito divertido, mas disso a gente já sabia).


"His last vow" fecha a temporada de uma maneira mais tradicional, com o vilão apresentado de cara e um caso a ser resolvido. Mas a história principal e suas críticas veladas à mídia ("Eu não preciso provar nada, eu simplesmente publico") não me empolgaram tanto, embora o tipo criado por Mikkelsen (irmão do Mads Mikkelsen, de Hannibal) seja bem interessante: as cenas dele lambendo o rosto da vítima e urinando na lareira do apartamento em Baker Street são memoráveis. Entretanto, o que realmente movimenta a season finale é a descoberta de que Mary não é a inocente enfermeira que afirmava ser, mas alguém com um passado comprometedor. A sequência em que Sherlock leva um tiro e raciocina milhões de coisas ao mesmo tempo em poucos segundos já é uma das melhores da série (aliás, é sempre divertido entrar na cabeça dele, como vimos durante o caso "The mayfly man", no episódio anterior). 

Mas é no jogo psicológico entre Mr. Holmes e Mary e no drama envolvendo o casal Watson que está o melhor da história. Pobre John. Ele partiu meu coração mais uma vez ao se esforçar para tratar a mulher, recém-alçada à condição de estranha, como uma simples cliente e me fez chorar (de novo!) ao jogar fora o pen drive que continha as informações sobre seu passado. Quando é que essa série virou um drama? Não me entendam mal, não faltaram momentos engraçados, como Sherlock drogado, envolvido com Janine (Yasmine Akram) ou dopando seus pais (vividos pelos verdadeiros pais de Benedict Cumberbatch). Mas emoção mesmo foi ver o avião do nosso detetive favorito dar meia volta por causa dele. Sim, Moriarty (Andrew Scott), nós sentimos sua falta.

P.S.: por favor, não fiquem tão obsessivos procurando uma explicação para a volta do Moriarty. Lembrem-se do Anderson... 

Homeland estará finalmente de volta aos trilhos?

(Spoilers. Vocês estão avisados)


Eu me lembro de todo o fascínio que a primeira temporada de Homeland me provocou. De tão empolgada, recomendava insistentemente aos amigos. Órfã dos áureos tempos de 24 horas, jurava ter encontrado a substituta perfeita: tínhamos Carrie, instável, louca, desobediente e obsessiva como nenhum outro personagem na TV (e Claire Danes soube aproveitar cada momento para construir a atuação de sua vida). Tínhamos Brody, uma incógnita constante, que metade de mim acreditava ser herói e a outra metade jurava ser vilão (personagem defendido com bravura por Damian Lewis). E aí, aquele final de temporada brilhante acabou com todas as dúvidas, como tinha que ser, e com todo o encanto.

Minto. Havia uma saída: dar uma nova função ao ex-fuzileiro da Marinha. Ele podia ser um agente duplo, ele podia ser um líder da al-Qaeda, ele podia ser o presidente dos Estados Unidos, ele podia ser o office boy da CIA, mas deram a ele o pior papel de todos: o de mocinho apaixonado. Erraram a mão no açúcar. Transformaram o que era um thriller interessante numa novela, em que a grande dúvida era com quem a mocinha vai ficar. 


E eu ainda não mencionei Dana, a personagem mais mala da história recente da televisão, superando com larga vantagem o antigo recorde de Kim Bauer. Kim, ao menos, criava problemas genuínos para Jack. Dana só era chata. E, para nossa tristeza, continuou sendo na terceira temporada. Inexplicavelmente, já que nem mesmo a trama do namorado da vez se justificou (pobre Sam Underwood, segunda vez este ano que entrou e saiu de uma série sem dizer a que veio, vide Dexter). E ainda ofuscou o irmão, Chris (Jackson Pace), coitado, que virou mero coadjuvante. Jessica (Morena Baccarin) perdeu força e Mike (Diego Klattenhoff) foi jogado para escanteio.

Mas ainda havia esperança: Carrie voltou ao lugar que sempre devia ter sido seu, o de protagonista. Saul (Mandy Patinkin, sempre excelente) vinha logo atrás, oferecendo sua experiência, sua lucidez e o equilíbrio que o programa precisava. Não foi difícil deduzir que o caminho era tirar Brody da jogada de vez. O problema é que essa decisão, que hoje muitos chamam de corajosa, devia ter sido tomada há pelo menos um ano. Isso nos pouparia de algumas cenas e diálogos bem vergonhosos.

Se mantiver a pegada dos primeiros episódios que vimos este ano, a série tem chances de ganhar novo fôlego. Tem personagens a explorar, como Quinn (Rupert Friend) e Dar Adal (F. Murray Abraham), além de um oponente promissor, o novo diretor da CIA, Lockhart (Tracy Letts). E tem uma nova história a ser criada do zero. Vamos torcer para que o desapego dê início a um recomeço de verdade (mas com um pé atrás, por via das dúvidas).

Como dizer adeus a Breaking Bad?

(Preciso avisar dos spoilers?)


Vince Gilligan conseguiu: Breaking bad atingiu 99,1% de pureza e fez todas as outras séries no ar parecerem trabalho de principiante. Não me lembro de ter visto um programa tão forte, tão bem conduzido, tão bem pensado e tão bem realizado em muito tempo. Aliás, nem Walter White conseguiria fabricar um produto tão viciante. Sem querer parecer exagerada, o nível da TV caiu um pouco mais hoje, que vivemos numa era pós-BB.

"Felina", o derradeiro episódio, faz jus a tudo que vimos (e aprendemos a gostar) ao longo de cinco impecáveis temporadas. Depois de um período de incertezas e hesitações, tivemos de volta o Walt determinado, assustador, manipulador e brilhante de outros tempos. Com uma diferença importantíssima: numa cena de uma simplicidade ímpar, ele revela aquilo que já sabíamos há muito tempo e que somente ele não admitia. Ele não fez tudo que fez pela família, mas por ele mesmo: "Eu me senti vivo". Está aí, nessa frase curta, a razão para tantas mentiras, tanta tristeza, tantas mortes, tanto desespero. Um homem em crise de meia idade e à beira da morte que sentiu que podia controlar a própria vida e que podia exercer algum poder ao se tornar o rei da metanfetamina em Albuquerque, New Mexico. E, de quebra, poderia ganhar alguns milhões ao utilizar seus conhecimentos científicos. Simples assim.

Sugerida já no piloto, a transfiguração do outrora pacato professor de química Walter White (Bryan Cranston) no temível Heinsenberg deu-se lentamente, episódio por episódio. Como é natural afeiçoar-se ao protagonista, procurei ver o lado bom dele até o último momento, mas em determinada altura, suas atitudes se tornam absolutamente indefensáveis. Forjar uma perda de memória, deixar uma jovem morrer de overdose, envenenar uma criança, usar o câncer para manipular o próprio filho, armar para o cunhado levar a culpa de seus crimes, sequestrar a caçula, um bebê de colo... Nenhum sentimento supostamente mais nobre seria capaz de justificar tamanha crueldade. Por isso a revelação final de Walt para uma Skyler (Anna Gunn) já exausta de tantas desculpas é tão reveladora: o monstro estava ali dentro desde sempre.


Era fácil imaginar um final trágico para Walt. A prisão seria moralista demais, e um desfecho feliz não seria condizente com a trajetória do personagem. Mas foi até poético: ele morreu depois de conseguir o que queria, deixar o dinheiro para a família e de ter uma semidespedida, e após consertar, em parte, o último mal que causou a Jesse (Aaron Paul). E o fim chegou no lugar onde se sentia mais realizado: no laboratório, lugar onde dominava, e não era dominado, lugar que lhe deu fama, glória, respeito. O sorriso de satisfação ao pegar a máscara pela última vez chega a ser comovente. 

Walt escreveu a própria história e ainda se vingou de seus últimos oponentes, Todd (Jesse Plemons) e Lydia (Laura Fraser) com certa facilidade, provando que sempre esteve um passo a frente de todos eles. Durante toda a série, Cranston fez um trabalho magnífico: nos momentos mais terríveis de seu personagem, era possível ver lampejos da doçura de Walt, e vice-versa. Na reta final, quando as adversidades ficam mais e mais frequentes e ele precisa admitir a derrota, o ator o transforma num ser digno de pena (é duro ouvir do filho que ele espera que você mora). Mas quando o protagonista decide dar sua cartada final, volta a ser fascinante.

Eu temia pelo destino de Jesse, talvez a maior de todas as vítimas de Walt. Era bem provável que ele fosse dragado para o inferno de vez, mas a cena da liberdade me surpreendeu e emocionou mais do que poderia imaginar. Impossível deixar de pensar que as cicatrizes que ele agora carrega talvez não o tenham ferido tanto quanto as marcas psicológicas provocadas por seu antigo mentor e o círculo vicioso que ele trouxe consigo. Daí o alívio de vê-lo partir com um sorriso no rosto e alguma esperança na alma. E é preciso dizer que Aaron sempre teve um excelente desempenho neste personagem com tantos altos e baixos emocionais, mas este ano ele estava especialmente inspirado. A performance que ele entregou é tão impressionante que, se não ganhar o Emmy em 2014, alguém vai precisar rever para que serve esse prêmio. 



No excelente "Confessions" (s05e11), o abraço dos ex-parceiros simbolizava toda a relação conflitante entre os dois durante a série: professor e aluno, pai e filho, algoz e vítima. O desabafo de Jesse, que temia ser morto mas também sofria por estar sendo enganado, foi de partir o coração. Poucas vezes uma cena disse tanto com tão pouco. "Felina" também tem um grande momento entre os dois, no último confronto entre eles. Jesse se faz de forte, mas não tem coragem de atirar porque sabe que Walt, de certa forma, se sacrificou por ele. O olhar cúmplice dos dois antes do silencioso adeus diz mais do que esse texto seria capaz de traduzir. E assim foi durante boa parte da série. Salvo raros escorregões, a grande maioria dos episódios trouxe tudo que a dramaturgia de qualidade precisa: atuações soberbas, diálogos precisos, uma direção competente, fotografia excepcional e uma edição com precisão cirúrgica, além de personagens fantásticos como Hank (Dean Norris, excelente) e Saul Goodman (Bob Odenkirk, divertidíssimo).

É difícil acreditar que acabou. Minha relação com Breaking bad foi curta, porém intensa. Descobri tardiamente uma série muito acima da média em vários aspectos e agora vou precisar aprender a lidar com isso. Acho que o jeito vai ser encontrar defeitos em todas as outras, porque o meu padrão de excelência mudou. Acredito que, se uma série consegue te fazer enxergar a TV com outros olhos, é porque algum mérito ela tem. E se for capaz de te fazer viciar como eu viciei (sem trocadilhos, por favor), é porque é especial. Que Heinsenberg não nos ouça, mas o nível de pureza deve estar pertinho dos 100%.

O triste fim de Dexter Morgan

(Aviso de spoilers. Milhões de spoilers)


A despedida foi melancólica. Se você é persistente como eu e acompanhou Dexter até o fim, é porque ainda tinha uma esperança de um desfecho minimamente satisfatório para a série. Mas o rumo dos acontecimentos nos últimos anos e nesta temporada final, em especial, já nos dava pistas de que não adiantava torcer muito por um milagre. A receita que deu tão certo lá atrás havia mesmo desandado.

A oitava temporada tinha um bom ponto de partida: as devastadoras consequências da morte de LaGuerta (Lauren Vélez), um momento forte que mudaria para sempre a relação entre Debra (Jennifer Carpenter) e o irmão. Ela, uma policial competente e justa, havia cruzado a linha que faltava ao apertar o gatilho para defender Dexter (Michael C. Hall) e acobertar seus crimes. A decisão que ela havia protelado ao máximo foi tomada num momento extremo, em que a emoção falou mais alto. O problema é que isso não seria suficiente para amenizar sua culpa. Depois de um salto no tempo, a série mostrava que Deb reagiu mal a tudo isso: abandonando a Miami Metro, bebendo como se não houvesse amanhã e arriscando a vida a trabalho, agora como detetive particular. Ah, mencionei que ela se afastou do irmão? E boa parte dos episódios seguintes gastou um precioso tempo para mostrar a relativamente fácil reconciliação entre os dois.


A maior pegadinha desta temporada, no entanto, é o surgimento da doutora Evelyn Vogel (Charlotte Rampling). Ela é introduzida na trama como alguém que tem um papel importantíssimo na vida do protagonista: foi ela quem sugeriu a Harry (James Remar) que ensinasse o código ao filho com instinto de serial killer. Seria ela então uma mentora, uma mãe postiça. Embora forçada, a referência à origem de tudo (foi o trauma de ver a mãe assassinada que teria despertado a psicopatia dele) poderia ser interessante. Como também seria se Vogel deixasse de ser uma personagem ambígua para se revelar uma antagonista, que poderia estar manipulando Dexter para conseguir o que quer ou simplesmente horrorizada com a personalidade que ajudou a formar. Criador versus criatura. Taí, eu gostaria de ver esse conflito frankensteiniano como o conflito final da série. 

Mas por que seguir a opção mais simples se podemos trazer mais e mais personagens para serem mortos no caminho? Assim foi com Zach (Sam Underwood), cuja trama foi muito mal aproveitada, com Cassie (Bethany Joy Lenz), jogada como isca no meio da história de forma pouco sutil, com a própria Vogel e... seu filho! Oliver Saxon/Daniel Vogel (Darri Ingolfsson) foi o truque mais barato da temporada (e aqui é clara a sugestão de um outro link com a origem de tudo, Brian Moser, o irmão de sangue de Dexter e o primeiro grande vilão da série). No entanto, adiar a entrada dele até os últimos episódios nos privou de termos um oponente de verdade a maior parte do tempo. Na busca por reviravoltas e surpresas fáceis, a atração perdeu muito de sua força dramática, que sempre foi seu ponto alto. 

É só puxar pela memória para entender que sem Brian, o Ice Truck Killer (Christian Camargo), na primeira, e Lila (Jaime Murray), na segunda temporada, por exemplo, a série não teria alcançado níveis tão elevados de tensão. Mas foi mesmo com Trinity (John Lithgow), no quarto ano, que o programa chegou ao seu auge, numa temporada absolutamente irretocável, com direito ao final mais chocante e doloroso que podia ter. Pena que dali por diante foi ladeira abaixo. O fanatismo religioso e a descoberta de Deb movimentaram um pouco a sexta temporada, e a ameaça de La Guerta sugeriam uma luz no fim do túnel, mas o estrago já estava feito: as tramas e subtramas foram se tornando cada vez mais fracas.


Como se tudo não pudesse piorar, na reta final, os roteiristas resolvem trazer de volta umas das personagens mais insossas da atração, Hannah McKay (Yvonne Strahovski), para um revival romântico pouco convincente com o protagonista. Em vez de se vingar por ter ido para a cadeia por culpa do ex, ela quer que Dexter mate seu atual marido e quer construir uma vida nova ao lado do amado na Argentina (e pelo número de vezes que o país é mencionado nos episódios finais, deve ter rolado um patrocínio do ministério do turismo hermano). Hummm... Dexter comendo alfajor e empanadas no Caminito? Não sei vocês, mas eu não esperava um final assim para ele. Só que podia ser melhor do que foi. A longa despedida de Deb no hospital já dava a dica do que estava por vir, mas nem Shonda Rhimes seria capaz de criar uma situação como aquela: um derrame inesperado e, ainda por cima, uma tempestade. 

Não vou dizer que não foi curioso ver Dexter se emocionar de verdade pela primeira vez antes de matar alguém (e Deb estava imóvel, numa cama, como costumam estar suas vítimas), mas roubar o corpo da irmã e jogá-lo no mar como se fosse o de um criminoso qualquer não fez o menor sentido. Fingir a própria morte e se exilar para poupar o sofrimento das pessoas que ama seria compreensível se ele não estivesse deixando Harrison nas mãos de uma assassina confessa (que anda com uma seringa na bolsa tal qual Lívia Marine) num país estranho. Cada vez mais ligado ao filho, principalmente depois da morte de Rita (Julie Benz), é pouco provável que ele tomasse essa atitude. E a cena final, que deveria transmitir solidão, sofrimento, arrependimento, alívio ou qualquer outro sentimento, não diz nada. Claro, tudo poderia ser bem pior se a série não tivesse um elenco tão talentoso. Mas o fato é que o grande dilema do personagem, desde o início - seria possível para ele ter uma vida normal? - foi respondido da forma mais preguiçosa possível. Como eu disse, a despedida foi melancólica. Mas não do jeito que deveria ser.


P.S.: O melhor comentário que li sobre o fim de Dexter foi esse, do Huffington Post:

If only the producers had dispatched their show with the care their murderous hero showered on his victims.

Sobre 'Hannibal', 'The following' e 'The americans'

(Com algum atraso. E possiveis spoilers para quem não está em dia com as séries)


Para nossa alegria, Hannibal finalmente começou a entrar nos eixos. O programa começou bem morno, apostando numa viagem dentro da mente doentia de Will Graham (Hugh Dancy) e se perdeu. Apesar da fotografia cool, da edição cuidadosa e de todo o apuro visual, a sensação dos episódios iniciais é de que tudo não passava de um truque para que o espectador não notasse logo que estava sendo enrolado. Sim, porque ninguém que eu conheça se interessou pela série porque queria mergulhar no inconsciente do macabro consultor do FBI por meio de planos que misturam CSI com Indomável sonhadora. Haja subjetividade. Aliás, ninguém precisa de um novo CSI com "o caso do dia" (sério, só chamaram o Laurence Fishburne porque o William Peterson estava ocupado, só pode). 

Ninguém precisa de serial killers normais. Ninguém precisa de um consultor do FBI perturbado. Nós só precisamos de Hannibal Lecter (vivido com sutileza por Mads Mikkelsen). E a grande virada da atração aconteceu quando Bryan Fuller resolveu parar de adiar o filé (ops, sem trocadilho). E foi precisamente no meio da temporada (episódio 6, Entrée) que a mágica aconteceu: o protagonista assumiu seu lugar de direito. Jack relembra seu trauma do passado (old fashioned, mas funciona), é humilhado pelo Estripador e o psiquiatra ainda ajuda na investigação. Agora sim. Mas a série ainda peca pelo excesso de diálogos e pouca tensão. Basta observar que as cenas mais tensas não precisam de palavras: são sempre as de Hannibal servindo suas criações gastronômicas aos incautos convidados. Horripilante, mas com elegância. Mais disso, por favor. Aí sim poderemos dizer que a produção está entre as melhores estreias do ano. Antes disso, não.


The following, que eu jurei que ia amar de todo meu coração, terminou melancolicamente bem abaixo das expectativas. Ou alguém comprou essa trama furada de verdade? Eu sei, era promissora. E tinha um argumento incrível: não um simples serial killer, mas uma seita de assassinos que poderia se infiltrar em qualquer lugar sem despertar suspeitas. Isso é genial e perturbador. E ainda tinha o mérito de citar Edgar Allan Poe! Mas nossos amigos roteiristas desperdiçaram um material literário incrível em referências pobres, escassas e repetitivas, além daquelas máscaras horrorosas. O único livro que serviu de fio condutor para a história foi o escrito por Joe Carroll, mas esse era tão previsível que não despertava o menor interesse. 

Eu ficava curiosa mesmo para saber o que atraía tanto esses seguidores, que viam no professor de literatura um deus. Absolutamente sem explicação. Em troca de um mísero capítulo num romance mal escrito. O que mantinha essas pessoas tão fiéis, a ponto de abrir mão de suas vidas por um desconhecido? O que ele lhes prometia? O que ele lhes proporcionava? Qual era sua recompensa? Precisamos de um Globo Repórter para descobrir, porque nada ali me convenceu. Curti Kevin Bacon, mas James Purefoy estava canastrão demais. No mais, fiquei com pena do Jacob, não me importei com a Claire e odiei a Emma, em cada segundo. O desfecho precisou de umas 15 reviravoltas para manter meu interesse até a próxima temporada. Vamos ver, se eu tiver uma brecha na minha agenda...


E eis que The americans virou minha queridinha dessa leva do midseason. Eu não sei se gostei mais da trama rocambolesca e old school de espionagem (gente, é a KGB! trama boa de espionagem tem que ter a KGB!) ou o cotidiano matrimonial de Elizabeth (Keri Russell) e Philip (Matthew Rhys). Que casal fofo! Claro que é bem conveniente eles se aproximarem afetivamente só agora, depois de anos de casamento de fachada, mas quem liga? Cada um tem suas razões para ficar magoado com o outro, mas é impossível cortar os laços de vez por conta do trabalho e dos filhos - que, a bem da verdade, só existem por causa do trabalho... Mas é divertido demais ver o jogo de intrigas deles com suas fontes (pobre Martha!) e, claro, seus disfarces. Perucas, bigodes falsos, óculos gigantes... Nada como o charme da moda dos anos 80. 

Todo esse entorno entretém, ao mesmo tempo em que a espinha dorsal da história é bem convincente. Agentes duplos, ameaças nucleares, sumiço de testemunhas, servidão incondicional à pátria, está tudo lá. Para melhorar, claro, o inimigo mora ao lado. Porque você chega pro seu vizinho, pergunta o que ele faz da vida, e ele diz: "Sou do FBI". Aí sempre rola um jantarzinho pra discutir a última operação secreta do serviço secreto que paga seu salário. Eu gosto do Stan (Noah Emmerich), mas torço contra ele também. Aliás, é muito difícil não torcer pelos soviéticos. Ah, esqueci de comentar que todos os russos falam russo entre si, menos o casal principal. Juro, impossível não amar.

O que você está esperando para ver 'Les revenants'?


Eu sei, se conselho fosse bom ninguém dava. Mas como eu sou legal, vim aqui só pra deixar uma dica: Les revenants é incrível. Depois de ouvir uns comentários bons sobre a série francesa, resolvi ver se era essa Coca-Cola toda mesmo e não me arrependi. Basicamente, é um drama sobre a volta de pessoas mortas aos seus lares algum tempo depois de terem passado dessa para melhor. Ah, é sobre zumbis? Não, não é sobre zumbis. Elas chegam inteirinhas, com a pele ótima, como se nada tivesse acontecido e sem memória alguma de ter desencarnado. Aí chegam, tomam um banho, comem um sanduíche (eles têm muita fome!), pedem desculpa pelo atraso. Uns quatro, dez anos depois - ou mais. Diante dessa situação desconcertante e bizarra, as famílias de cada um (ou o que costumava ser a família de cada um) têm as mais variadas reações, que vão do alívio ao desespero.


Parece simples, mas a forma como o roteiro vai conduzindo e entrelaçando essas histórias é envolvente e muito bem amarrada. O ritmo da narrativa é lento, assim como a vida dos moradores da cidadezinha onde se passa a trama, e isso serve para aumentar a curiosidade sobre a história dos personagens. Cada episódio mostra um flahsback importante (leia-se morte, na maioria das vezes) de um deles, mas os dramas dos protagonistas se alternam o tempo todo. Mais pro fim da temporada, a volta dos mortos ganha um novo contexto, que, tudo leva a crer, vai ser explorado no segundo ano. E aí vem a boa ou má notícia, dependendo do ponto de vista: a próxima leva já está garantida, mas, para quem se viciar, como eu, fevereiro de 2014 ainda parece bem distante.


A produção é derivada do filme homônimo de 2004, dirigido por Robin Campillo, mas tem uma abordagem diferente e personagens próprios. O sucesso na França foi tão grande que a série vai passar na Inglaterra com o título de Rebound, e já há uma adaptação britânica sendo feita. Vai por mim, vale a pena, e a primeira temporada tem oito episódios só. Se você ainda não está convencido, meu argumento final: minha mãe, que dorme vendo qualquer coisa na TV, encarou uma maratona e, depois de uma semana, ficava me perguntando: "Não tem mais daquela série não?". A escolha é sua, mas depois não diga que eu não avisei.



P.S.: Repararam que o blog está de cara nova, né? ;)

Que venha o 1º de abril!

Para quem, como eu, sofre de um grave problema de memória e mal consegue esperar pelo próximo dia 1º de abril.

P.S: Caso alguém não saiba, é o dia do aguardado retorno de The killing, uma das melhores séries que estrearam ano passado, junto com Game of thrones - que, vejam só, também volta dia 1º - e Homeland.

P.S 2: O vídeo está sem legenda.

P.S 3: Se você não viu a primeira temporada, nem pense em assistir ao vídeo abaixo. Ainda dá tempo de você se corrigir desse terrível engano ;)


Alcatraz: vem aí outra série sobre pessoas?


Misteriosos desaparecimentos numa ilha. O nome de J.J. Abrams nos créditos. Antes que você diga que se trata de uma série sobre pessoas, caro leitor, devo dizer que Alcatraz, felizmente, não pretende ser uma nova Lost. Pelo contrário: Abrams já andou declarando que o caso do dia vai ser mais importante que a mitologia. Isso soa mais como uma tentativa de afastar possíveis reclamações daqueles que acharam o fim de Lost um despropósito sem tamanho do que a real ideia da série, que estreia na Warner no próximo dia 22. No episódio duplo de estreia, ficou claro que um fio condutor misterioso vai ser revelado bem aos poucos. E, cá entre nós, esse é o seu diferencial, não? De boas intenções e séries procedurais, a TV já está cheia.

A estreia de Alcatraz não foi de tirar o fôlego, mas foi bem digna e muito mais interessante que Person of interest, é preciso dizer. O que parecia ser apenas mais um assassinato a ser investigado pela detetive Rebecca Madsen (Sarah Jones) ganha contornos mais elaborados quando o principal suspeito do crime é um prisioneiro dado como morto há mais de trinta anos. Puxando esse fio, a policial, com a ajuda do especialista Diego Soto (Jorge Garcia) descobre que há muito mais por trás disso, e mais de duzentos homens simplesmente desapareceram do lugar sem deixar vestígios. Agora, eles começam a surgir misteriosamente, sem envelhecer nem um dia. Onde eles estiveram esse tempo todo? Por que só agora voltaram a aparecer? Quem os trouxe de volta, e com qual objetivo? Obviamente essas e outras tantas perguntas vão ficando pelo caminho enquanto a audiência for boa. Resta torcer para que sejam respondidas satisfatoriamente (atenção para o satisfatoriamente) ao longo das temporadas.


Pelo que se viu até agora, parece valer a pena acompanhar um pouco mais da jornada, menos pelos casos em si (que não são empolgantes o suficiente), mas pelas lacunas a serem preenchidas e pelas pequenas informações sobre os personagens reveladas ao fim de cada episódio, indicando que eles podem não ser exatamente como imaginamos à primeira vista. E essa, afinal, é a graça do jogo. Daí o motivo para relevarmos algumas frases de efeito totalmente dispensáveis ("Isso aqui é Alcatraz. Ninguém esquece") e alguns diálogos do tipo mais-clichê-impossível ("Você não pode se culpar pelo que aconteceu", a uma policial que acaba de perder seu parceiro). 

O que podia melhorar muito é a direção de atores. A protagonista Sarah Jones, a Olivia Dunham da vez, não tem o mesmo carisma da australiana Anna Torv e é pouco convincente em vários momentos importantes. Sua personagem tem uma ligação com a prisão que poderia ser tão mais explorada, e daria mais legitimidade à sua vontade de aceitar o convite do enigmático Emerson Hauser (Sam Neill) de correr atrás dos próximos criminosos vindos do túnel do tempo. E também não faria mal gastar um tempo desses primeiros episódios mostrando que ela e Soto tiveram alguma dificuldade em digerir tanta informação de uma vez. É, parece que essa não é mesmo uma série sobre pessoas...

Corra antes que acabe!

Blogueira relapsa que sou, abandonei esse espaço por mais de um mês e nem contei pra vocês sobre as séries que me conquistaram nesse fall season (lembram que eu tinha reclamado aqui que a safra estava fraquinha?). Mas eu tinha que vir aqui comentar antes que acabem (falta só um episódio!).



Homeland

A história vocês sabem, né? Carrie (Claire Danes), uma agente da CIA, está convencida de que um soldado americano, Nicholas Brody (Damian Lewis), resgatado recentemente num cativeiro em Bagdá, está envolvido com a al-Qaeda. Mesmo sem autorização dos seus superiores e sem provas concretas que o incriminem, ela começa uma investigação por conta própria do mais novo herói dos Estados Unidos. O grande lance é o clima de eterna desconfiança que paira no ar e que deixa a dúvida de quem é o mocinho e quem é o vilão.

A essa altura do campeonato, a trama já sofreu uma graaande reviravolta, que aparentemente colocou tudo em pratos limpos. Cheguei a suspeitar que uma revelação dessas no meio da temporada poderia até estragar tudo. Por que tão cedo? Aí veio um episódio mais morninho, um outro melhor um pouco e o último... o último foi nada menos que sensacional. "The vest" traz uma sequência de um simbolismo tão forte envolvendo Brody que nunca achei que veria na TV americana. Corajoso.

Sem falar na atuação soberba de Claire nesse episódio angustiante. A situação de Carrie se complica cada vez mais, e tudo parece caminhar para um inevitável desastre. Mas ainda restam muitas perguntas sem respostas e, como todo fã de 24 horas sabe, uma série boa pode mudar de rumo quando você menos espera. E o que eu espero é um season finale surpreendente para uma das produções mais instigantes de 2011.

***


American horror story

Quem detesta Glee está de implicância com a série, que também é criação de Ryan Murphy e Brad Falchuck. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. A história aqui é bem sinistra (com uns toques de bizarrice, o que torna tudo mais divertido). Os Harmon se mudam de Boston para uma casa grande e confortável em Los Angeles. Ben (Dylan McDermott) e Vivien (Connie Britton) tentam superar uma crise no casamento ao mesmo tempo em que Violet (Taissa Farmiga) procura se adaptar à nova escola.

Até aí, superprevisível, não fosse a presença de vizinhos bastante incomuns e acontecimentos estranhos envolvendo os novos moradores. Aos poucos, as histórias que vão sendo contadas sobre a casa vão ficando cada vez melhores. Aliás, a série acerta mais quando pende para o macabro do que quando cai na tentação dos sustos simples. Jessica Lange, na pele da vizinha Constance, está fazendo um ótimo trabalho com a grande personagem que tem em mãos, mas os coadjuvantes vividos por Frances Conroy (a empregada Moira), Evan Peters (o misterioso Tate) e Denis O'Hare (o antigo morador Larry) também se destacam. Já o casal principal não tem tanto carisma quanto necessário, uma pena.

O material apresentado até agora foi bom, tirando umas pontas soltas aqui e ali que ainda aguardo serem respondidas. O penúltimo episódio foi bastante revelador e surpreendente e, ao contrário do que eu imaginava, os roteiristas encontraram um meio indiscutível de manter a família na casa para a próxima temporada (que já está confirmada), mas novos personagens serão necessários para movimentar a trama. Minha dúvida é até quando haverá flashbacks suficientemente interessantes para alternar com as ações no presente. Vejamos.

Fall season: hora de matar as saudades

Fall season, aquela época linda do ano em que você mata a saudade de todos os seus personagens favoritos, vicia em mais algumas estreias e vê sua vida social acabar do dia pra noite. No meu caso, com tanta série voltando ao mesmo tempo agora, nem deu para me animar em acompanhar todas as novidades. As escolhidas da semana foram New girl e Person of interest. Mas vou te contar que o negócio não tá muito animador não.



New girl - Eu adoro tanto a Zooey Deschanel que foi só ver o nome dela nos créditos para cismar de ver a série. E não acreditei quando saíram as primeiras críticas negativas. Acontece que o piloto é mesmo muito ruim, e é preciso elevar muito o nível para prender minha atenção nos próximos episódios. Vejamos: garota que descobriu a traição do namorado responde a anúncio de três rapazes que buscam alguém com quem dividir o apartamento. O período de fossa torna a convivência meninos versus menina ainda mais difícil. Mesmo com Dirty dancing de tema, fica difícil gostar da protagonista, mais debilóide do que cativante, e acreditar na imediata amizade que surge entre eles. O texto é bem fraquinho, nem dá pra rir. Decepção total.


Person of interest - Sabe J.J. Abrams? Sabe Michael Emerson? Então... não funcionou. Não que a série seja outra das inúmeras tentativas de ser a nova Lost (Flash forward e The event foram fiascos monumentais seguindo essa linha), mas faltou molho. A trama não é das mais originais nem das mais verossímeis: Jim Caviezel é um ex-agente da CIA desiludido com a vida decide aceitar a proposta de um homem misterioso (Emerson) para evitar crimes que ele não sabe quando nem como vão acontecer. Tudo que eles têm é uma informação básica sobre um dos envolvidos. Não dá para contar muito mais sem estragar a trama do piloto, que envolve um quê de teoria da conspiração e muita falta de habilidade na construção do argumento. O problema é que daí em diante a história segue a linha de várias outras séries policiais/de investigação que a gente já conhece. Quero ver até quando os roteiristas vão ter reviravoltas como a da estreia na manga.


Das séries antigas, os retornos da maioria também foram bem mornos. Fringe era a mais esperada: devorei de uma vez só as excelentes três primeiras temporadas bem a tempo de acompanhar a quarta. A première não foi exatamente ruim, mas poderia (e deveria) ser mais instigante, já que o sumiço de Peter e o alinhamento dos universos abria uma infinidade de possibilidades. Aguardemos as cenas dos próximos episódios. The big bang theory e How I met your mother, minhas duas comédias favoritas atualmente, apostaram em episódios duplos, mas ficaram aquém do esperado (salvo a antológica cena de Sheldon no paintball e a inesperada volta de uma personagem na vida de Ted).


Grey's anatomy, que também voltou com dobradinha, foi a reestreia mais feliz. O roteiro fez um ótimo link com o fim da temporada passada mas conseguiu avançar na história e nos emocionar. Incrível como casos médicos fora do Seattle Grace dão uma injeção de ânimo na história. Além disso, é bom demais ver Cristina voltando a ser Cristina, o mundo de Meredith desmoronando, o chief tomando as rédeas da situação.... Em compensação, acho que Supernatural não tem mais para onde ir. Depois de uma excelente quinta temporada, com direito a Apocalipse e tudo, a sexta virou um mero aproveitamento de sobras da mitologia religiosa explorada até então, e a sétima, além de não mostrar a que veio, tem toda a pinta de ser só enrolação. Vou sentir muita falta dos irmãos Winchester, mas acho que já está mais do que na hora da despedida.

Agora falta tempo para ver Glee e The good wife. Assim que inventarem uma semana de dez dias ou o corpo humano passar a se satisfazer com uma hora de sono apenas eu vejo as outras estreias, emendo as próximas maratonas e conto tudo pra vocês...

Corra, Lola, corra!


Midseason, a época mais triste do ano. Mas não é que eu estou até comemorando os season finale de várias das minhas séries favoritas? É que eu sou uma só pra assistir tanta coisa, gente, não dou conta. E agora maratona é o meu esporte predileto (quer dizer, não de verdade, ou não estaria reclamando dos quilinhos a mais...). No momento estou correndo atrás de Modern family, e já alcancei a primeira temporada de Glee e a terceira (como sempre, excepcional) de Dexter. As próximas na mira são The good wife, Fringe, True blood e a quarta temporada da comédia mais engraçada no ar há quatro anos, The big bang theory. E a lista só faz crescer... A seguir, o que anda passando na minha TV (leia-se notebook).

How I met your mother - A sexta temporada, que terminou segunda, não foi tão brilhante quanto as anteriores. Barney continua incrível, mas achei a Zoey meio chatinha e aquela história toda em cima do Arcadian bem forçada. Assim como a obsessão de Lily por engravidar. Os personagens continuam uns queridos, mas o melhor da série sempre foi a vida amorosa de Ted, o oposto de todos os clichês masculinos. Melhor momento: os episódios sobre o pai do Marshall. Não dá pra não se emocionar.


Grey's anatomy - Acaba amanhã. Estou com um pouco de expectativa, porque os finais de temporada da série costumam ser excelentes (o último, já disse aqui, acho que foi um dos melhores que vi na vida). Mas a série tem muitos altos e baixos. O casal principal anda chatinho e nem Cristina (a ótima Sandra Oh) está inspirada. Com isso, o destaque vai para as coadjuvantes Lexie e Kepner. Piores momentos: Arizona voltando da África (podia ficar lá pra sempre) e o episódio musical (vergonha alheia, Shonda Rhimes).

Supernatural - Termina sexta. Eu adoro, mas tá começando a me irritar esse lance de a série não chegar a lugar nenhum. Quer dizer, depois de evitar o Apocalipse e voltar do inferno não sei quantas vezes, pra onde vão os irmãos Winchester. Apesar disso, tem alguns bons momentos, graças a Jensen Ackles e suas divertidas tiradas na maior parte do tempo. Gente, melhor terminar logo com dignidade, não? Se não, corre o risco de ir ladeira abaixo. Melhores momentos: os episódios da série de TV, com muitas piadas autorreferentes, e o do Velho Oeste.


House - Essa eu parei de ver no 12º episódio da sétima temporada porque... estava chato. Desde o começo, o romance House & Cuddy dava pinta de que ia estragar a série. Não deu outra. Episódios burocráticos e previsíveis desde então. Legal era aquela implicância mútua carregada de tensão sexual. Mas como Lisa Edelstein já deu adeus à série, talvez melhore. Vou voltar a ver assim que der. Tava na hora de, sei lá, House virar professor universitário e infernizar a vida dos alunos. Tipo uma Miranda Bailey de calças. Pior momento: quando você acha que nada pode piorar aquela equipe sem-graça, chega a mala daquela Masters. Chaaaata.

The event - Outra que eu abandonei pelo meio, sem dó nem piedade. E já foi cancelada mesmo... O pior foi a desculpa esfarrapada que a NBC arrumou pra justificar o fiasco (hoje o público divide as atenções da TV com a internet). Quer dizer que argumento mais ou menos, desenvolvimento ruim e elenco fraco mudaram de nome? Já viram, né? Anunciar série como a nova Lost (toc, toc, toc) atrai má sorte. Foi a mesma coisa com Flash forward. Melhor momento: a volta de Scott Paterson (o Luke de Gilmore girls!) à TV, mesmo que por pouco tempo.

Camelot - O tema me interessou, mas os primeiros episódios me decepcionaram um pouquinho. Pra quê, eu me pergunto, pra que aquele destaque todo para a Guinevere, meu Deus? Mulherzinha sem-graça. E a história dela com o rei já estava beirando uma novela mexicana. É bem verdade que a presença de Joseph Fiennes conta muito contra, mas Eva Green, ótima como Morgana, compensa. Melhor momento: o sétimo episódio, em que Arthur e sua corte ficam encurralados no castelo de Morgana, com bons conflitos. Há esperança.

The Borgias - Uma ótima série. Jeremy Irons, assim como o elenco, em geral, está excelente. Mas o melhor é o clima de bastidores da História, com todos os esquemas, mentiras, assassinatos, traições, hipocrisias, jogos de interesses. Pior momento: uma cena de sexo de muito mau gosto na sala da "Santa Ceia" (quem vê a série vai saber do que eu estou falando). Desnecessariamente bizarra.

Game of thrones - Gente, sério que toda ficção com reinos e batalhas tem que ser comparada a O senhor dos anéis? O piloto deixou no ar uns certos seres sobrenaturais, mas não vi até agora nenhum elfo nem hobbit. Então, foco no que interessa: personagens ótimos (o anão irmão da rainha, o filho bastardo de lord Stark, a lourinha oferecida em sacrifício que, aparentemente, vai passar a perna no irmão), texto bom, figurino e direção de arte impecáveis. Não tem como não gostar. E a segunda temporada já foi garantida pela HBO logo na estreia, então vamos comemorar. Melhor momento: a série tem várias coisas legais, mas o fim do primeiro episódio foi sensacional.

The voice - Então, como se eu tivesse tempo sobrando, resolvi viciar também em reality show de música (tô sofrendo porque perdi o bonde de American idol e sempre esqueço de botar na Record pra ver Ídolos). Tudo bem, o nível dos candidatos nas blind auditions foi frustrante (tanto que foi necessária uma repescagem na primeira fase do programa), e a edição é horrível. Mesmo. Aquele lance de esconder o rosto das pessoas no primeiro episódio foi legal, não entendi por que não fizeram com todos. Ia aumentar a curiosidade. Mas tem gente boa ali, e é divertido ver Adam Levine (adoro!), Cee-lo Green, Christina Aguilera e Blake Shelton (o melhor dos coaches) competindo entre si. Passa toda terça-feira e descobri que dá pra ver online aqui. Pior momento: o sentimentalismo que impera nesse tipo de programa, mostrando um que sustenta a família, o outro dizendo três vezes que é gay... Não precisa. Queremos ver é talento.

E eu já estou de olho nessa aqui: New girl, com a fofa da Zooey Deschanel.


Alguém tem aí o telefone do Viciados em Séries Anônimos???

The walking dead: mais uma decepção à vista?


Vocês sabem que sempre fico com um pé atrás com essas "séries-sensação", ainda mais depois do final de L.., ops, jurei que não ia voltar mais nesse assunto! Então, comecei a ver The walking dead procurando não criar muita expectativa. Afinal, quantos filmes de zumbi você já viu na vida mesmo? E, convenhamos, as variações sobre o mesmo tema são bem limitadas. Mas eram seis episodiozinhos só, o risco de esgotar assunto logo era menor, dei uma chance.

Bom, até que a série tem seus bons momentos. O melhor pra mim (SPOILERS pra quem não viu, hein!) foi o ataque surpresa ao acampamento, chocante mesmo. Mas não podemos esquecer do nosso amigo algemado no topo do prédio lá na cidade, num momento digno de Jogos mortais. Parei de reclamar e assisti interessada, ignorando totalmente que aquele história da mulher do policial com o melhor amigo dele não era um primor de originalidade. Mas séries desse tipo tem um pouco isso, né? Reunir pessoas diferentes, confinadas tipo Big Brother, o que só desperta nossa curiosidade para ver como eles reagem a situações sob pressão. Só que esta foi uma série muito curta, não dá tempo pra gente se apegar de verdade às pessoas. A parte da ação ficou mais legal: o clima de tensão cada vez que alguém tinha que passar entre os mortos-vivos era ótimo.
 

A questão é: custava explicar como surgiram os zumbis? Custava escalar um elenco mais convincente? Custava deixar umas ceninhas mais emocionantes para a season finale? E aquele cientistazinho maníaco-depressivo (e mala) era totalmente dispensável, né? Sua única função foi contar um segredinho que serviu de gancho para a próxima temporada. E agora Frank Darabont anuncia que a segunda leva de episódios será escrita por roteiristas freelas. Ou seja: nenhuma ideia do que teremos pela frente, assim como nossos protagonistas. Acho que não vou morrer de ansiedade até lá.
 

Séries novas na área

Ok, a blogueira que vos fala já é viciada em séries demais. Mas fazer o quê se, além das temporadas novas estreando nos EUA, vem coisa nova por aí? Não sou do tipo que fica vasculhando a rede em busca de novidades, mas resolvi dar uma chance a três delas que já vêm com pedigree: Undercovers, criada por J. J. Abrams (leia-se Lost), Mike & Molly, criada por Chuck Lorre (leia-se The Big Bang theory) e The event, produzida por Evan Katz (leia-se 24 horas).


Undercovers

Essa, eu confesso, vi só para poder falar mal com conhecimento de causa, porque o trailer já era ruim demais. Mas não queria ninguém me acusando de ser implicante depois da minha profunda decepção (pra não dizer ódio) com o final de Lost. Sente o clima: casal, que costumava trabalhar como agentes secretos da CIA, cada um na sua, é convocado para uma missão de última hora. O grande desafio agora é conciliar o trabalho com o parceiro/cônjuge. Muito Sr. e Sra. Smith pra você? Não, Brad Pitt e Angelina Jolie tinham, como se sabe, muita química. O elenco da série é bem fraquinho e nota zero em carisma. Se vai vingar? Bom, J.J. já deu sorte antes com Alias, que bebia na mesma fonte. Só que, desta vez, a trama dos protagonistas é bem caída, e o piloto tem um clichê atrás do outro. Passo.


Mike & Molly

Um casal de protagonistas gordinhos. Corajoso, pensei. Mas ao ver que as piadas sobre a obesidade vão reinar nos diálogos da série, dei uma desanimada. Melissa McCarthy (a Sookie de Gilmore girls) e Billy Gardell até divertem como o casal que se conhece numa reunião de comedores compulsivos, mas falta algo mais. Entre os personagens secundários, destaque para Carl (Reno Wilson), o parceiro de Mike, engraçado e cheio de tiradas espirituosas. Já a mãe e a irmã de Molly são nota 7. Nem é das piores sitcoms que eu já vi, dá pra rir um pouquinho, mas na comparação com nossos nerds favoritos, é muito menos inspirada. Aguardemos os próximos episódios para a prova dos nove.



The event

Olha, essa me animou. Assim como nos bons momentos de 24 horas e Lost, tem uma narrativa não-linear (ah, vocês sabem, né? a última moda) explicando em pequenos flashbacks o que aconteceu. Assim: uma cena mostra dois dias antes, depois vem não sei quantos meses atrás e tudo vai fazendo sentido. Sei que minha explicação foi péssima, mas juro que é bom. E o elenco é afiado, mas eu comemorei mesmo a presença de Scott Patterson (o Luke de Gilmore girls)! Falei que tudo gira em torno de uma grande conspiração? Pois é, dizem que o negócio é de nível mundial. Mas até agora só sabemos de uma penitenciária muito suspeita, um misterioso desaparecimento e algumas outras poucas informações concretas que devem se encaixar em algum momento. Promissor, mas eu fiquei com um pé atrás com o final (que eu não vou contar porque não sou estraga-prazeres, mas vocês vão saber do que estou falando) e com a vibe Flash Forward. Medo de ter novamente uma decepção como a temporada final de Lost (pra vocês verem que eu fiquei mesmo traumatizada). Apesar de tudo, fiquei curiosa. Vou dar uma chance.

***

Quanto às antigas séries, bons e maus momentos. Não me chamem de mal-humorada, mas eu disse que o romance não ia fazer bem ao nosso amigo Gregory House. O primeiro episódio da série foi irritantemente chato, com o pretenso "e agora?" do início de um relacionamento entre velhos conhecidos, que não empolgou de jeito nenhum. Bocejos, muitos bocejos.

The big bang theory não decepciona nunca, é impressionante. Estreou com mais uma trapalhada do Howard, as deliciosas referências cinematográficas como de praxe, e uma dobradinha espetacular entre Penny e nosso muso Sheldon, afiadíssimo como sempre. Impossível não amar. Ah, e tem a Blossom, né?

Supernatural ficou um pouquinho aquém das minhas expectativas. Vamos combinar que a história de um dos dois irmãos Winchester voltar dos mortos e o outro fazer cara de surpresa já não é nenhuma novidade. Merecia um pouco mais de cuidado o episódio de estreia. Mas Jensen Ackles carrega o episódio nas costas (mais uma vez, diga-se de passagem).

E Grey's anatomy voltou ótima, não deixando cair o nível do excelente final de temporada passado (acho que o melhor de todos que eu já vi). Confesso que já estou até gostando da Meredith, cada vez menos chorona e mais decidida. Little Grey também ganhou mais uma na torcida. Mas as atuações de Sandra Oh e Chandra Wilson, que costumavam ser o melhor da série, bom... continuam sendo o melhor da série. Só poderiam diminuir um pouco os diálogos megadramáticos da Miranda, que às vezes enchem a paciência. Tipo: tá todo mundo sofrendo, mas não precisava dispensar o cara. Pega mais leve da próxima vez, dra. Bailey.

Séries, séries e mais séries

Midseason? Nem sei o que é isso. Enquanto muita gente anda por aí reclamando que as séries que acompanham na TV deram um tempo, eu tenho feito verdadeiras maratonas para tentar colocar meu vício em dia. Depois do fim de Lost (juro que não vou dizer aqui que o foi decepcionante, pouco inspirado e desrespeitoso como toda a mitologia da série, juro!), chorei com a despedida de Ugly Betty (que deixou um interessante final em aberto e manteve a qualidade até os últimos momentos), fiquei tensa com o excelente desfecho de Grey's anatomy (num episódio duplo de tirar o fôlego, com diálogos e interpretações irretocáveis) e caí dentro da sexta temporada de House. Sou obrigada a dizer que começou espetacular, teve alguns bons episódios (como o caso Dibala) e terminou frustrante. Hello, nosso médico rabugento favorito vai ficar bonzinho e entrar numa relação estável com a Cuddy? Nah, prefiro aquela implicância entre os dois movida por uma tensão sexual constante. Anyway, se House sossegar mesmo, voto pelo fim da série na sétima temporada.

Contos de fadas - o retorno

Como o assunto até domingo vai ser um só (o final de Lost), resolvi me inspirar no clima e retomar um post antigo sobre os meus próprios spin-offs de contos de fada com a participação dos nossos personagens de séries favoritos (Não entendeu nada? Clique aqui). Lembro que me diverti horrores imaginando as historinhas e fiquei devendo uma parte 2. Agora não devo mais... ;)

Tudo está perdido?


* COM SPOILERS *

Protelei enquanto pude para não fazer um post mal-humorado sobre Lost, mas está difícil. Não sou desses fãs xiitas e implicantes, mas simplesmente não dá pra engolir o que fizeram com a série nessa última temporada. O último episódio, Across the sea, foi de tirar qualquer esperança de um fim digno pra uma atração que prometia tanto. Então o misterioso e malvado Homem de Preto (custava dar um nome pra ele?) não passava de um cara que descobriu que foi enganado pela própria mãe, uma assassina desequilibrada, e só queria voltar pra casa? E todos os homens perversos e gananciosos estavam mesmo atrás de... uma luz? Ainda não decidi se é irônico ou só uma piada de mau gosto... Não sei vocês, mas essa historinha pra boi dormir quando só faltam dois episódios pro final ofendeu a minha inteligência.

Descomplicando Lost

E como eu estou devendo um post decente sobre a sexta temporada de Lost (decente? não teve nenhum até agora!), venho tentar me redimir deixando vocês na companhia do dr. Pierre Chang, que tenta, mais uma vez, descomplicar um pouquinho que seja os mistérios da série. Eu só descobri Lost Untangled faz pouco tempo, e adorei! Perdoem-me, fãs ferrenhos, mas sou obrigada a dizer que, às vezes, a versão com bonecos  da ABC é muito melhor que a original... Para quem acompanha pelo AXN, um aviso: muitos spoilers. Quem preferir, pode assistir aos episódios anteriores aqui.

Música em série

Essa é para viciados em séries (e trilhas sonoras!) como eu: um vídeo que anda fazendo sucesso no YouTube com vários temas de aberturas de seriados. O barato é reparar como a música acaba virando parte da série: é incrível como não dá para separar uma coisa da outra... Destas músicas, minhas favoritas são as de Arquivo X, True Blood, Friends e The Big Bang Theory. Mas bem que poderia ter também CSI, Smallville e Gilmore Girls, só para citar os primeiros que me vieram à mente. E aí, qual tema não poderia ter ficado de fora deste vídeo?

Desvendando os segredos da ilha

Como os mistérios de Lost só devem ser resolvidos mesmo no fim da temporada, o Comentar é preciso se adianta e revela em primeira mão informações mantidas em segredo sobre alguns dos personagens da série, coisas que nem o Damon Lindelof sabe!

Trilha sonora

Fui só eu que achei essa chamada do Telecine Cult (ao som de Cinema, de Ice MC) uma ideia genial?