Em terapia


Eu já decidi: quando crescer, quero ser igual à Martha Medeiros. Não que eu a conheça bem, não sei nada sobre a vida dela, mas isso também não me interessa muito. Só quero escrever como ela. Sua coluna na Revista O Globo é leitura obrigatória pra mim aos domingos. E olha que aos domingos dá aquela preguiça de ler jornal... É incrível como ela sempre tem uma observação inteligente pra fazer sobre algo completamente banal ou sobre um livro bacana que ela está lendo (ela sempre está lendo um livro bacana e aí eu fico me perguntando por que eu perco tanto tempo vendo televisão).

Esse blábláblá todo foi pra falar que eu vi Divã. E adorei. Eu já tinha lido o livro, mas me impressionei com a versão pro cinema: ficou mais engraçado do que eu imaginei. Mérito do roteiro de Marcelo Saback, que tem umas sacadas ótimas, do diretor, José Alvarenga Jr., que deu o ritmo perfeito à história, e do elenco, que é sensacional. Lilia Cabral é daquelas ótimas atrizes que fazem seu trabalho com tanta naturalidade que eu acredito que ela é a personagem. Várias vezes tenho a impressão de que ela não é valorizada como deveria. Mas a Mercedes, a protagonista do filme, é um prato cheio pra ela. Alexandra Richter, que vive a melhor amiga, também está ótima, assim como José Mayer, no papel do marido Gustavo. Mas eu morri de rir mesmo foi com a (pequena) participação de Paulo Gustavo (aquele do espetáculo Minha mãe é uma peça) na pele do cabelereiro René. Hilário.

O melhor de tudo é que o filme é divertido e leve, sem ser superficial. Mercedes é uma personagem complexa (e quem não é na vida real?), que está aprendendo a lidar com os próprios sentimentos. E a terapia foi o modo que ela encontrou para enfrentar a realidade. Nem tudo é tão simples quanto parece, não é porque não dizemos certas coisas que elas não nos afetam. Todas as situações pelas quais ela passa são tão críveis, que é impossível não se identificar com ela, é impossível não tentar compreendê-la.

Eu já decidi: quando crescer, quero ser igual à Martha Medeiros.
Giselle de Almeida

7 comentários:

Fabiane Bastos disse...

É verdade que existem muitos livros bacanas, mas nunca diga que ver TV (ou fazer qualquer outra coisa que se goste)é perda de tempo. Apenas o exceso dessas coisas, é que é um problema!

Giselle de Almeida disse...

Eu não vivo sem meus seriados, vc sabe, e agora tenho visto até um pouco de novelas, por causa do trabalho. O problema é que eu acabo deixando os livros de lado... Esse é o problema!

bjs

Mariana Poppins Silva disse...

Eu quero ver esse fiiiilme! >.<'

Um outro que promete ser bom também, é aquele novo do Selton Mello, o "A mulher invisível". Vi o trailer e fiquei rindo sozinha em casa. Hehe

Beijo!

Mariana Poppins Silva disse...

Poxa, foi mal pela troca repentina de blog. Esqueci de avisar da mudança de endereço antes de excluir o outro. ¬¬

O novo é erefresco.blogspot.com .

;D

Leonardo Marinho disse...

"Eu quero ver esse filme!" [2]

A TV não é ruim, e tão pouco o excesso dela é que é o verdadeiro problema. O problema é quem decide o que é transmitido na telinha. As grandes corporações, os magnatas e toda aquela patota que a gente já conhece. Mas isso não é novidade, infelizmente =/

@Mariana Poppins Silva

Também achei bem legal o trailer do "A mulher invisível". Bacana ver o cinema nacional diversificando os temas que aborda.

Abraços!

Paulo Matheus S. S. disse...

Antes de mais nada, adorei o blog!

Só não posso dar um 10 pq detesto Martha Medeiros, sou de Porto Alegre como ela, mas o que isso importa? As crônicas dela não dão impressão de exprimir algo, parece não ter opinião, parece estar sendo manipulada, sensurada!!!
Ela se expressa bem, porém, nunca gostei de suas crônicas em questão de solução. Suas temáticas são das mais variadas, contanto que seja de seus gostos particulares. Quando reflete a sociedade, sabe que o problema mora na sua casa, e nos deixa a ver navios (o problema é o governo, como sempre...). Mas o que se vê com frequência é seus gostos, resenhas de shows improváveis para a maioria, alegria, festa, de quando em vez, os problemas vivenciados pela menoria. E como TODOS os colunistas da Zero Hora, com imparcialidade zero.
É como dizem, falar é fácil, fazer é difícil. Mas no caso dela, nem o que se escreve resolve os reais problemas.


Espero não estar sendo chato, apenas é opinião de chato mesmo! ^^
Como diz seu blog, comenatr é preciso.
bju
www.paulomatheus.tk

Giselle de Almeida disse...

Oi, Paulo, obrigada pela visita! Não concordo muito com vc sobre o fato de ela não ter opinião... Até pelo fato de ser uma colunista, de não ter obrigação de se ater a uma notícia, tudo que ela disser precisa, necessariamente ser a opinião dela. E eu sempre vejo nos textos dela um ponto de vista interessante... Vai ver o que não te agrada são os temas que ela aborda, não? O bom é que a gente não tem que concordar sempre!

Está convidado a voltar aqui mais vezes!

bjs