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It's evolution, baby!

O Comentar é preciso era ainda um bebê, há longínquos seis anos, quando postei aqui a felicidade de ter ido ao show do Pearl Jam na Apoteose pela primeira vez. Ontem foi dia de matar as saudades e ouvir Eddie Vedder e companhia de pertinho. Incrível como 2h40m passam num piscar de olhos ao som de música boa. Sensacional ver que a banda mantém aquele pique e aquela energia dos roqueiros de seus vinte e poucos anos. Maravilhoso ouvir os sucessos de "Ten", o primeiro disco deles, de 1991, e perceber que as mesmas canções continuam emocionando quem ouve.

Show de rock bom é assim, uma catarse coletiva, até dificil de descrever para quem não estava lá. Mas eu até que tentei, espia só:


Agora, dois vídeos de alguns dos melhores momentos dos shows de 2005 e 2011. A qualidade da imagem não é lá essas coisas, mas o que vale mesmo é a música, certo? Aliás, falta muito pro próximo???

Better man + I wanna be your boyfriend (Ramones) - 2005 


Do the evolution - 2011

Festival do Rio 2011: George Harrison, U2 e Ray Charles

Cumprindo promessa feita no ano passado, investi novamente em documentários na minha programação do festival desse ano. Coincidência ou não, todos musicais. Verdade seja feita, para a lista ficar completa, deveriam entrar aí Pearl Jam Twenty, As canções e Raul - O início, o fim e o meio. Sempre sofro com essas ausências, mas ainda não desenvolvi o poder da onipresença. Se alguém tiver tempo sobrando aí e quiser negociar, estamos à disposição. Finito o chororô, vamos aos comentários sobre os docs.


George Harrison: Living in the material world, de Martin Scorsese

Belo e emocionante retrato do ex-beatle. Era tanta história para contar, que Scorsese fez um filme de três horas de duração, dividido em duas partes. Mas o tempo passa num piscar de olhos diante de tantas entrevistas boas e de valiosas imagens de arquivos. Contando com ótimos depoimentos do próprio George e de amigos do músico, o diretor consegue traduzir com sensibilidade um pouco o que o músico pensava sobre a fama, os companheiros de banda, as mulheres, a música, a espiritualidade. Rimos quando Eric Clapton fala sobre o que passou na cabeça dele quando foi cogitado integrar os Beatles e vamos às lágrimas quando Ringo lembra as últimas palavras do amigo, que morreu de câncer em 2001. Imperdível.


U2: From the sky down, de Davis Guggenheim

Outro excelente documentário exibido no festival, o filme narra os bastidores da produção do álbum Achtung baby, que está comemorando 20 anos e que marca uma virada na carreira da banda, num momento em que a separação era uma possibilidade bastante concreta. Impressiona pela sinceridade e pelo bom humor dos depoimentos da banda. Bono, Adam, Larry e The Edge riem de si mesmos, fazem autocríticas, reconhecem erros e acertos e provam que artistas de verdade precisam estar sempre se renovando. O sucesso que fazem até hoje não é à toa. Além disso, acompanhar o processo de criação do grupo é um deleite para os fãs.


Rock Brasília, Era de ouro, de Vladimir Carvalho

Registro mais do que necessário sobre as principais bandas surgidas em Brasília na década de 80: Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. Curioso como aqueles moleques, que viraram punks depois de passarem a ouvir Sex Pistols e começarem a tocar nos corredores da UNB, deram início a um fenômeno duradouro, apesar de despretensioso. Vale muito pelas entrevistas, sinceras e divertidas com os representantes desse movimento, como o de Philippe Seabra, da Plebe, que, em certo ponto da carreira, questionou as impiedosas regras que o showbiz impõe ao ver os Titãs "tocando num programa de TV ao lado de um papagaio". Os senões ficam por conta do formato tradicional até demais, sem maior preocupação criativa quanto à estética (uma animação é usada timidamente só em um ponto da produção), o que dá ao filme a cara de uma grande reportagem.


Ray Charles America, de Alexis Manya Spraic

Ao contrário do anterior, esse documentário é cuidadoso no visual e vazio de conteúdo. Com o objetivo de identificar o trabalho do artista com uma certa identidade americana, a diretora se apoia na obra do homenageado (literalmente, já que as canções são tocadas quase que ininterruptamente, num volume que quase se sobrepõe aos depoimentos) e o clima é de oba-oba, só com gente famosa falando, quando, na verdade, são entrevistas como a do seu camareiro que nos interessam: ele diz que o artista conhecia de cor todos os seus ternos, que eram devidamente numerados. "Se eu lembro as notas de duas mil músicas, posso lembrar cem ternos", dizia ele, que aprendeu a tocar graças à excelente memória, já que não conseguia ler as partituras. O espectador sente falta de histórias curiosas, que dão sabor a um filme como esse. Dizer que Ray era um gênio ou que seu talento venceu o preconceito é chover no molhado.

A pergunta que não quer calar

Esse blog não é TV digital mas tem um delay danado, eu sei. Só hoje consegui parar para escrever sobre o show do Bon Jovi na última sexta-feira. Mas não precisa ficar preocupado, caro leitor, que não vou me prolongar em críticas com quase uma semana de atraso (tem gente que faz isso muito melhor do que eu, com preconceito e tudo). Só queria fazer uma breve comentário: é incrível como ver Jon e cia. no palco me fez lembrar da minha adolescência. E só aí a gente se dá conta de que o tempo passa rápido à beça e... estou ficando velha. Vai ver que é o aniversário chegando, sei lá.

Mas vai ver que é por isso também que eu nem liguei pro fato de clássicos como Blaze of glory, I'll be there for you, Lay your hands on me e Bed of roses terem ficado de fora do repertório. Ouvi um monte de gente reclamando e eu nem aí. Não sou das fãs mais aplicadas, assumo, não conheço as músicas novas nem fiz o tradicional "esquenta" antes do show. Mas bastava ouvir os acordes iniciais das músicas para lembrar das letras de cabo a rabo. Foi lindo redescobrir These days, que estava escondida em algum cantinho da minha memória. Fiquei feliz da vida por poder cantar Wanted dead or alive, Born to be my baby e It's my life. 

E olha que perdi o início da apresentação, por conta do trabalho (foi mal aê, Fresno, fica pra próxima), e cheguei esbaforida à Apoteose lá pela quarta música. Mas não era uma quarta música qualquer, era You give love a bad name, oras. Ah, e ainda teve Bad medicine, Keep the faith, Livin' on a prayer, Someday I'll be saturday night e, claro, Always (que me fez cair de amores por Jon e pelo grupo). Rock farofa? Não teve nada disso, foi uma bela e honesta apresentação. Só ficaram devendo a hora a mais de show que os paulistas ganharam.

Agora, cá entre nós... Eu fico mais velha e o Jon, cada vez mais gato. Como pode?









Música em série

Essa é para viciados em séries (e trilhas sonoras!) como eu: um vídeo que anda fazendo sucesso no YouTube com vários temas de aberturas de seriados. O barato é reparar como a música acaba virando parte da série: é incrível como não dá para separar uma coisa da outra... Destas músicas, minhas favoritas são as de Arquivo X, True Blood, Friends e The Big Bang Theory. Mas bem que poderia ter também CSI, Smallville e Gilmore Girls, só para citar os primeiros que me vieram à mente. E aí, qual tema não poderia ter ficado de fora deste vídeo?

Letra e música

Não é bem um meme, porque a ideia foi "roubada" do blog amigo Pecado, mas se alguém quiser levar adiante, fique à vontade. É bem simples: basta responder as perguntas com o nome de uma música de sua banda favorita. Assim como o Daniel, também vou citar minhas duas bandas do coração, U2 e Pearl Jam. :)

Trilha sonora

Fui só eu que achei essa chamada do Telecine Cult (ao som de Cinema, de Ice MC) uma ideia genial?

Para quem gosta de música


Ok, eu já sei que devo ter sido a última pessoa a assistir Glee. A grande maioria dos comentários que tinha ouvido é de que era boa, mas li também que a série era bobinha. Bobinha é, mas alguém ia querer mais do que isso numa trama sobre adolescentes no segundo grau (é, pra mim sempre vai ser segundo grau)? Na boa, americano tem uma fixação com isso, né não? Gente, vai procurar uma terapia! Nem todo mundo queria ser cheerleader aos 16 anos, até porque no resto do mundo não tem isso, viu? E aquela historinha também do professor que quer realizar seu sonho através dos alunos, a gente já viu em algum lugar...

Forró das Índias

Já ouviram "Vem me amar", do grupo Márcia Fellipe e companhia? Talvez vocês não estejam ligando o nome à pessoa, mas é uma versão para "Beedi", a música de abertura de Caminho das Índias. É uma superprodução, confere só, com cenários virtuais e tudo que tem direito. Eu conversei com a vocalista e a matéria saiu hoje no Expresso.

Michael não morreu


Passando ali pelos lados da Uruguaiana, onde o Rei do pop virou trilha sonora oficial nas últimas semanas, vi uma menininha de uns 8 anos, com a mãe. Mal começou a tocar Thriller, a garota vibrou: "Mãe, é Michael Jackson!". Achei aquilo tão bonitinho... Afinal, uma criança de 8 anos identificar uma música que tem o triplo da idade dela não é pra ser comemorado? Não é pra qualquer um mesmo. Michael Jackson, o artista (e não o personagem bizarro), não morreu.

Caminho das Índias

O que teria acontecido se o grande Michael Jackson não tivesse pirado, feito um monte de plásticas e se transformado no ser bizarro que é hoje, e fosse passar uma temporada na Índia? O hit Thrillher seria assim:

Aumenta que isso aí é axé'n'roll


Outro dia li na coluna Rio Fanzine, no jornal O Globo, uma matéria bem legal, contando a história da música Beijar na boca, da Claudia Leitte. Vocês já devem ter escutado, ela bombou no carnaval esse ano. Pois é, quando ouvi a primeira vez, pensei: "É animada, a letra é bem carnaval de Salvador, descontraída. Vai fazer sucesso". Bom, sucesso fez, como qualquer música que é lançada por lá, eu acho.

Quem canta seus males espanta

Minha irmã me falou desse vídeo outro dia, busquei no YouTube e morri de rir. É uma vinheta do canal Megapix, uma montagem divertida de vários filmes com a música (?) Créu. Bem legal.



Nenhuma linha no horizonte


Podem gritar, bater palmas, soltar fogos. O U2 está de volta.

No Maraca com Madonna


Pontual foi a chuva, que chegou antes mesmo de Madonna pisar no palco carioca, com meia hora de atraso. Mas os fãs, encharcados, nem ligaram. O que importava mesmo era ver o espetáculo, que prometia. E a diva fez tudo que se esperava dela: cantou, dançou, pulou corda, fez pole dance, beijou uma bailarina na boca, jogou um colete para a galera e desceu do palco para ficar mais perto dos seus súditos.

Provando que a ashtanga yoga faz efeito, a “senhora” de 50 anos usou um figurino que mostrava bastante o corpão e não parou um minuto sequer. Foram duas horas de muita dança e várias trocas de roupa, quase sem descanso. Acompanhada de dezoito bailarinos, ela usou e abusou das coreografias, sempre carregadas de muita sensualidade, sua marca registrada.

Apesar de um assistente procurar protegê-la com um guarda-chuva, a rainha do pop também se molhou, escorregou e caiu no palco, mas não perdeu o rebolado. E ainda virou para o público e disse: “Desculpem por eu estar molhada. Espero que vocês não se importem. Podemos continuar?” Quem se importaria? Quem está na chuva, é pra ver Madonna.

O repertório da turnê “Sticky & sweet”, que a trouxe de volta a terras brasileiras depois de quinze anos – em 1993, ela passou por aqui com “The Girlie show” – é mais atual do que nostálgico. A maioria das músicas do espetáculo é de seu CD mais recente, Hard candy. Não que isso seja um problema, já que Madonna consegue a façanha de colecionar hits a cada novo álbum lançado. Mas ela não deixou de fora sucessos antigos como Human nature, Vogue, Borderline, Music, La isla bonita e Like a prayer – este, com certeza, o momento mais bonito do show, com todo mundo pulando e cantando junto.

No bloco final, além da música-surpresa, que a cantora costuma pedir para a platéia escolher (no Rio, foi Express yourself), uma seqüência mais dançante, capaz de fazer qualquer um perder o fôlego: 4 minutes, com a participação virtual de Justin Timberlake no telão, Ray of light, Hung up e Give it 2 me, encerrando o show em grande estilo.

Diante de tamanho espetáculo, recheado de belos efeitos especiais e digno de agradar aos fãs mais exigentes, qualquer Fla-Flu perde. O Maraca é dela.

Harder to breathe


Ah sim, o show do Maroon 5 foi ótimo. Quer saber mais, é só clicar aqui.

A verdade está lá fora

Eu não sei se eu estou ficando insensível ou se realmente é sem noção uma capa de DVD pirata de título "Good Times 9" com a foto de... Dana Scully e Fox Mulder!

Será que no DVD tem a música-tema de Arquivo X???

p.s.: A foto era essa aí ao lado. Menos romântica, impossível.

U2 3D


Bom, agora que eu sou uma blogueira importante (ahã) e deslumbrada, indicada a prêmio e tudo, passei aqui só pra lembrar que o próximo fim de semana tem um programão: o U2 num cinema perto de você!

Não, eu não me enganei, são os irlandeses mesmo. E não, Bono não pretende seguir os passos de Jon Bon Jovi - que nem cantar precisava, mas um belo dia resolveu que queria ser ator também. É que nesta sexta estréia U2 3D, um registro em três dimensões da turnê Vertigo, que passou pelo Brasil ano retrasado. No Rio, o filme vai passar no Cinemark Downtown, no UCI do Norte Shopping e no UCI do New York City Center.

Vai perder? Não é todo dia que você pode ter a sensação de ter o U2 cantando pra vc, né? Eu, pelo menos, posso morrer feliz porque estava lá no Morumbi. Mas o que é bom, a gente sempre pode repetir...

p.s.: Bem que podiam ter dado um nome decente pro filme, né? U2 3D parece um código de segurança ou algo do gênero...

Faça você mesmo

Desiludido com os rumos da atual música pop? Acha que todas as bandas parecem iguais? Cansado de ouvir toda semana que surgiu a salvação do rock? Seus problemas acabaram! Agora, você pode criar a sua própria banda. Explico: passando pelos blogs da Rapha e da Nayra, vi um meme diferente e resolvi brincar também. E o álbum da minha banda é esse aí em cima.

E aí, ainda quer entrar para a Billboard e ser capa da Rolling Stone? Então siga os passos a seguir:

#01. Acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

#02. Vá para http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

#03. Acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Pra criar um clima, um rápido bate-papo com o vocalista da Wattendorf:

Vocês esperavam todo esse sucesso?
Não, de jeito nenhum. Começamos só por diversão e, quando vimos, já estávamos fazendo shows por toda a Alemanha com casa lotada. Com o lançamento das músicas na internet, descobrimos que somos conhecidos também em outros países. Isso é fantástico.

O que mudou na rotina de vocês depois que estouraram?
O lado bom é o reconhecimento do público. O ruim é a falta de tempo para a família e a falta de privacidade.

Vocês pretendem fazer algum show no Brasil?
Estamos ansiosos para nos apresentarmos aí. Sempre ouvimos que as praias são lindas, e as mulheres, maravilhosas. Além disso, dizem que o público é muito caloroso.

Nota do blog: A entrevista publicada é fictícia. Qualquer semelhança é... mera coincidência.

Trilha sonora

Pode parecer ridículo ser nostálgica aos 24 anos, mas eu tenho que admitir: sou do tempo do walkman e do videocassete (esse, eu uso até hoje. Afinal, não estou em casa 24 horas por dia!). Juro que não estou tão desatualizada assim. Já fui apresentada ao mp3 e às rádios online. Mas achei supercharmoso esse site, em que é possível gravar uma fitinha k7 virtual. Não é o máximo?

(Pra entrar no clima "naftalina", nenhuma novidade. Só algumas músicas das quais eu gosto e lembrei assim de cabeça. Foi essa tracklist que conseguiu levantar um pouquinho meu astral nessa sexta-feira...)

Agora, é só apertar o play!



Mais do que quinze minutos

Confiando na palavra de uma amiga, fui ao show da Roberta Sá no Circo Voador na sexta-feira. A casa estava cheia e eu fiquei me perguntando se eu não seria a única pessoa que não a conhecia. Quer dizer, conhecia só de ouvir falar, principalmente em entrevistas. Mas música mesmo, nenhuma. E foi uma boa surpresa. Roberta tem uma voz bonita, um belo repertório e caiu nas graças do público. Não aparece tanto na mídia, mas é um sucesso. E quando todo mundo começou a cantar junto, ela se emocionou: "A gente sai de casa achando que está preparada para tudo, mas pra ver vocês cantando desse jeito, meu coração não está não", disse, no início da apresentação.

O mais impressionante é saber que Roberta foi uma das integrantes do programa Fama, que foi ao ar na Rede Globo alguns anos atrás. Tinha lido isso em alguma matéria, tentei puxar pela memória, mas não consegui me lembrar. Pesquisando na internet, descobri que ela foi integrante da segunda edição, o Fama Bis, mas nem chegou a ser finalista. E o vencedor foi... Marcus Vinícius. Alguém aí lembra dele? Pois é... Roberta conquistou mais do que quinze minutos de fama.