sobre vampiros e lobos


Ô Stephenie Meyer, se eu fosse você, reclamava da escalação do elenco dos filmes da saga Crepúsculo. Porque, sinceramente, com o gatíssimo Taylor Lautner no papel de Jacob, fica muito, mas muito difícil torcer pra Bella ficar com o Edward. Eu, que resisti bravamente aos livros, não escapei da onda dos filmes, mas já fiquei revoltadíssima com o fato de a mocinha preferir o vampiro pálido e sem graça em vez do lobisomem fofo e sarado (aliás, é mais provável o cara ser lobisomem do que fofo e sarado, que fique claro).

Fui ver Lua nova mais pra fazer companhia à minha irmã, sem grandes expectativas. Mas achei esse bem melhor que o primeiro filme. Primeiro, porque o diretor Chris Weitz acordou pra vida e decidiu acabar com aquela iluminação azulada de Crepúsculo (dirigido por Catherine Hardwicke)
. Só porque os vampiros não pegam sol todo mundo tem que ficar pálido? Kristen Stewart agora nem parece mais ter tantas olheiras. O ritmo da história também é bem melhor, com mais cenas de ação, mais humor e muito sofrimento do tipo adolescente-de-coração-partido. Levanta a mão aí quem não se identifica com a Bella!

O primeiro filme de uma série longa como essa sempre é problemático, porque precisa apresentar os personagens, dizer a que eles vieram e começar uma história sem desenvolver muito, contando só o suficiente pra manter a galera ansiosa pelo próximo. Só que em Crepúsculo, não dava pra acreditar que a Bella chegou ao colégio, em cinco minutos fez um monte de amizades, em dez se apaixonou, em quinze descobriu que o pretendente era um vampiro (!) e encarou como se fosse a coisa mais natural do mundo. Hello, mais devagar, please.

Lua nova já não tem essa preocupação, todo mundo já sabe quem é quem, agora é só deixar rolar. O único porém foi o Edward dar um chá de sumiço logo de cara, um dia depois de dizer à namorada que a ama. Mas aí a gente tem a chance de ver a parte mais legal, que é a Bella tendo que se acostumar com a situação, se aproximando do Jacob, mas, ao mesmo tempo, ainda se sentindo comprometida... E algumas cenas são bem divertidas, como a sequência do cinema, em que ela é disputada por dois caras, mas dá um jeito de dispensar os dois. E, só pra constar, achei o final, declaradamente inspirado em Romeu e Julieta, bem legal. O ruim é saber, que no fim das contas, o casal sem-gracinha vai ficar junto. Se bem que, como diz minha irmã, eles se merecem...

fala que eu te escuto

Oi, meu nome é Giselle e sou viciada em séries. Há cerca de um ano e meio, graças à NET, meu problema só piorou. Sei que podia ser mais grave, mas quem me conhece sabe que ainda não apelei para baixar episódios que demoram intermináveis meses para passar por aqui. Mas está cada dia mais difícil resistir.

Tudo por culpa desses canais que mudam a grade inteira de repente, sem nem se preocupar com nós, pobres telespectadores. Começou com Supernatural, e agora estou perdendo uma (aparentemente) ótima quinta temporada, porque não consegui acompanhar a quarta. Isso também aconteceu com Lost, que eu, teimosa, cismei em assistir pela TV, lutando contra todos os spoilers que surgiam em todos os lugares, e que não possui um horariozinho de reprise de madrugada sequer. E olha que eu nem falei de Fringe, Monk e CSI.

O mesmo periga acontecer com Medium, que agora será exibida às sextas. Isso sem falar que uma simples saída às quintas e eu já não sei mais quando poderei ver novamente House e Ugly Betty. Glee, só consegui assistir à estreia, por acaso, numa madrugada de insônia (3h da manhã está bom pra vc?), mas não sei como verei o resto. Lie to me também é uma incógnita. Ainda bem que Grey's anatomy e Desperate Housewives continuam firmes e fortes, no mesmo dia e horário. Por enquanto.

A notícia boa (vá lá) é que achei uma brecha em que é possível ver Two and a half men e The big bang theory. Em sequência. Mas a única certeza absoluta para nós, dependentes da TV paga, é que sempre haverá um episódio de... Friends. Reconfortante, não?

comédia romântica às avessas


Eu tinha tentado assistir a (500) dias com ela no Festival do Rio, mas não deu. Sabe assim quando você sente que vai gostar de um filme? Pois é. Sorte minha que entrou no circuito pouco tempo depois. E olha que é difícil eu gostar tanto de uma história de amor que não deu certo (não, não é spoiler, fiquem tranquilos). É que o filme é tão bacaninha, bem editado, divertido, que a gente até esquece a parte ruim.

A primeira coisa boa é o protagonista, o fofíssimo Joseph Gordon-Levitt. Lembram dele, de 10 coisas que eu odeio em você, o garoto que queria sair com a irmã da Julia Stiles? Então, ele cresceu, continua com aquele ar tímido e adorável, e fica impossível não gostar dele. Dá até raiva da tal da Summer (Zooey Deschanel), a garota linda que NÃO quer compromisso com ele. É sempre assim, né gente, umas com tanto, outras com tão pouco... É quase uma inversão da clássica trama da garota romântica que se apaixona pelo bonitão. No caso, Tom é a mocinha, sem tirar nem pôr. É bonitinho na tela, embora eu ache que não existem exemplares masculinos dessa espécie.

E aí a gente vai acompanhando os altos e baixos do casal, em indas e vindas no tempo. A foto aí em cima mostra uma das minhas cenas favoritas, quando os dois estão no elevador, e ele descobre que ela também é fã do The Smiths. Aí ferrou, ele já estava ficando apaixonadinho... Uma hora, Tom e Summer estão felizes e apaixonados, outra hora, sem mais nem menos ela diz que eles devem parar de se ver. E tudo pra ele é tão complicado, ele sofre e nós sofremos junto. Seus melhores amigos tentam ajudá-lo a colocar as ideias no lugar. Mas embora os marmanjos tentem, é sua amiga pré-adolescente que lhe dá os melhores conselhos, o que não deixa de ser divertido.

Pra completar, acho que Zooey está se tornando minha nova atriz favorita do momento (depois de Sandra Bullock e Drew Barrymore, que fique claro). Ela nem é tão talentosa assim, mas é linda sem ser afetada e pega uns papéis meio alternativos, não faz o gênero protagonista-de-comédiaa-romântica. O primeiro trabalho dela que vi foi em Fim dos tempos, mas adorei mesmo foi a cantora maluquinha de Sim, senhor.

E olha que eu nem falei da trilha sonora do filme...

para quem gosta de música

Ok, eu já sei que devo ter sido a última pessoa a assistir Glee. A grande maioria dos comentários que tinha ouvido é de que era boa, mas li também que a série era bobinha. Bobinha é, mas alguém ia querer mais do que isso numa trama sobre adolescentes no segundo grau (é, pra mim sempre vai ser segundo grau)? Na boa, americano tem uma fixação com isso, né não? Gente, vai procurar uma terapia! Nem todo mundo queria ser cheerleader aos 16 anos, até porque no resto do mundo não tem isso, viu? E aquela historinha também do professor que quer realizar seu sonho através dos alunos, a gente já viu em algum lugar...

Tirando os clichês inevitáveis, o mais legal é mostrar o grupo do coral como os menos populares do colégio. Como eu li numa reportagem, é uma espécie de High School Musical dos desajustados. É looser? Não sabe fazer mais nada da vida? Vai pro coral! E não é que assim fica mais divertido? Eu sempre me identifico mais com esses personagens, eles costumam ser mais gente como a gente. Pena que, em geral, achei o elenco fraco. Falem o que quiserem do Zac Efron, mas pelo menos ele é convincente...

Mas o melhor, sem dúvida, são as músicas. Delícia ouvir Rehab e Don't stop believin' em novas versões. Nada inovador, mas dá pro gasto. Pra quem gosta, é um prato cheio. E eu já vi que vou ficar viciada nisso.

do fundo do baú

Este blog não é de poesia, mas hoje eu peço licença a vocês pra publicar um poema que achei lá em casa, no meio de várias coisas guardadas no fundo do armário. A autora é a blogueira que vos escreve, mas fiquem tranquilos: não há nenhuma pretensão literária nisso... Antigamente eu tinha dessas coisas, sabe? Na minha fase adolescente tardia eu gostava de brincar de poeta. Muitos se perderam, outros eu arquivei num fichário, mas desse, em especial, eu gosto bastante. E, como eu ando numa fase meio nostálgica, achei legal resgatá-lo. Vai ver é a idade chegando... :)

Mistérios

mancha que não sai
trânsito que não anda
lágrima que não cai
chefe que não comanda

sapato que não cabe
conselho que não serve
gênio que não sabe
sangue que não ferve

produto que não vende
imagem que não reflete
discurso que não se entende
chance que não se repete

hora que não passa
gente que não cresce
piada que não tem graça
chave que não aparece

segredo que não se guarda
caneta que não escreve
noiva que não tarda
novela que não é breve

telefone que não toca
remédio que não cura
mudança que ninguém nota
permanente que não dura

promessa que não é dívida
cachorro que não tem dono
memória que não é nítida
criança que não tem sono

chuva que não para
fila que não termina
distância que não separa
roupa que não combina

receita que não dá certo
pele sem cicatriz
homem que não é esperto
final que não é feliz

A blogueira

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Giselle de Almeida
Carioca, jornalista, míope, teimosa, perfeccionista, curiosa, péssima contadora de piadas, leitora compulsiva, um zero à esquerda na cozinha, boa fisionomista, preguiçosa demais para freqüentar academia, amante de música e de cachorros, viciada em café, chocolate e cinema. Essa sou eu, em parte. Ainda tô tentando descobrir o resto...
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Nos episódios anteriores...

Fora de série

  • > Desperate housewives
  • > Glee
  • > House
  • > Lie to me
  • > Supernatural
  • > The big bang theory
  • > Two and a half man
  • > Ugly Betty

Um livro aberto

  • > L'heure du crime - Dominique Renaud
  • > Veinte poemas de amor y una canción desesperada - Pablo Neruda

Já vi esse filme

  • > 2012 (só vale como curiosidade)
  • > 17 outra vez (falta um pouco de humor...)
  • > A verdade nua e crua (superdivertido)
  • > Duplicidade (nem Clive Owen me fez ficar acordada)
  • > Antes só do que mal casado (que bom que o final foge do óbvio!)

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