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E o nome do filme é...

Como promessa é dívida, cá estou para prestar contas e mostrar quais são os filmes do desafio cinematográfico lançado no último post. As minhas fotos não ficaram idênticas porque foram feitas meio no improviso, mas o que vale é o espírito da brincadeira. Prometo (ops, mais uma dívida!) que na próxima tento fazer um esquema mais "profissional".

1) O fabuloso destino de Amélie Poulain

Basílica de Sacre Coeur, Montmartre, Paris
Cena de O fabuloso destino de Amélie Poulain
Esse era fácil, vai? Boa parte da história se passa no fofíssimo bairro de Montmartre, em Paris, e a sequência do "Siga as setas azuis!", em que Amélie tenta chamar a atenção de Nino fazendo um jogo de gato e rato é bem pertinho da Basílica de Sacre Coeur. E, claro, que antes de ir pra lá, tive que parar no café Deux Moulins. Lindo!

2) O diário de Bridget Jones

The Globe Tavern, Londres
A placa que não me deixa mentir
Cena de O diário de Bridget Jones
Essa não era tão óbvia, e o ângulo da minha foto também não ajuda muito, mas eu JURO pra vocês que  era nesse pub que a Bridget morava! Lá em cima está a plaquinha que não me deixa mentir e que diz que o filme Blue ice, com Michael Caine e Bob Hoskins, também teve cenas rodadas ali. Fica na região de Southwark, pertinho do Borough Market, em Londres.

3) A flor do meu segredo

Plaza Mayor, Madri
Cena de A flor do meu segredo
Eu me lembro de ter assistido ao filme e essa praça ter me chamado demais a atenção. Pois a Plaza Mayor, em Madri, é ainda mais bonita ao vivo e em cores. Ir à Espanha e não lembrar de Almodóvar é quase impossível, aliás.

4) A origem

Ponte de Bir-Hakeim, Paris
Cena de A origem
Cena de Último tango em Paris
A ponte de Bir-Hakeim, que serviu de cenário para o longa de Christopher Nolan, fica em Paris, bem próximo à Torre Eiffel. Ela não é muito famosa, mas tem uma visão muito boa do Rio Sena e da torre. Só por isso, já vale a visita. Outro filme rodado por lá foi Último tango em Paris.

5) Carne trêmula

Puerta de Alcalá, Madri
Cena de Carne trêmula
Almodóvar de novo, claro. A Puerta de Alcalá, um dos símbolos da capital espanhola, mereceu nada menos que a abertura do filme. Pouco antes de ela aparecer, a mulher que ajuda Isabel (Penélope Cruz) a ter seu filho dentro de um ônibus, diz para o recém-nascido: "Olha, Victor, Madri".

6) Meia-noite em Paris

Cremérie-Restaurant Polidor, Paris
Cena de Meia-noite em Paris
Woody Allen conseguiu a proeza de reunir tantos cartões postais e lugares escondidos da cidade nesse filme que ficou até difícil escolher um só para essa brincadeira. Mas esse restaurante, o Polidor, é o mais representativo, na minha opinião. É lá que Gil (Owen Wilson) conhece Hemingway (Corey Stoll), um dos intelectuais do passado que vão balançar suas convicções. Fica no 6º arrondissement, na rua Monsier-Le-Prince 41.

7) Um lugar chamado Notting Hill

The Notting Hill Bookshop, Notting Hill, Londres
Detalhe da placa da The Notting Hill Bookshop
E o que essa sapataria está fazendo aqui?
Cena de Um lugar chamado Notting Hill
Essa era, disparado, a mais fácil de todas. Mas tem uma pegadinha nessa história. Como mostra a plaquinha azul lá em cima, a The Notting Hill Bookshop (13-15 Blenheim Crescent) fica no lugar onde a livraria que deu origem ao filme existia. Mas o estabelecimento que serviu de locação para a comédia romântica estrelada por Hugh Grant e Julia Roberts fica em outro lugar: no número 142 da Portobello Road, onde hoje funciona... uma sapataria. É essa azulzinha, com cartazes do filme no interior.

8) Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones

Plaza de España, Sevilla
Cena de Star Wars Episódio II: Ataque dos clones
Cena de Lawrence da Arábia
Li uma vez, não me lembro onde, que Sevilha, na Espanha,  tinha servido de cenário para o longa e achei curioso. Mas vendo as cenas em que Padmé Amidala (Natalie Portman) e Anakin Skywalker (Hayden Christensen) chegam a Naboo não dá para imaginar como a Plaza de España é um lugar incrível. E ainda mais lindo sem computação gráfica. Lawrence da Arábia também teve algumas cenas gravadas no local.

9) Maria Antonieta

Palácio de Versalhes, França
Cena de Maria Antonieta
Como não associar o Palácio de Versalhes à mítica rainha da França? O longa de Sofia Coppola, protagonizado por Kirsten Dunst, é outro prato cheio para a brincadeira. Sejam nos pomposos salões ou nos lindíssimos jardins, fica difícil até escolher qual cenário de Maria Antonieta escolher.

Espero que tenham gostado!

Qual é o nome do filme?

Já faz uma eternidade que eu não dou as caras por aqui, eu sei. Mas pra provar que eu não sou uma blogueira (totalmente) relapsa, uma brincadeira pra movimentar isso aqui e ver se eu tomo gosto pela coisa novamente. Nas últimas férias, resolvi fazer uma coisa diferente (haha) e visitar alguns cenários de filmes. E aí cabe a vocês adivinhar a qual longa cada uma corresponde. Combinado? No próximo post, as respostas.

Alguns avisos: 

- uns filmes são bastante óbvios, outros nem tanto... 

- alguns lugares possivelmente serviram de locação para outros filmes que não estão no meu gabarito (portanto, todas as respostas valem!)

- não sou fotógrafa, viu? Não reparem da qualidade das imagens... 

Então vamos ao jogo!

Dica: "Siga as setas azuis!"


Dica: é uma comédia romântica

Dica: drama genuinamente espanhol

Dica: não acredite em tudo que você vê
Dica: um ônibus em Madri

Dica: frequentado por intelectuais
Ah, esse não precisa de dica!

Dica: não é desse planeta!
Dica: realeza e guilhotina

It's evolution, baby!

O Comentar é preciso era ainda um bebê, há longínquos seis anos, quando postei aqui a felicidade de ter ido ao show do Pearl Jam na Apoteose pela primeira vez. Ontem foi dia de matar as saudades e ouvir Eddie Vedder e companhia de pertinho. Incrível como 2h40m passam num piscar de olhos ao som de música boa. Sensacional ver que a banda mantém aquele pique e aquela energia dos roqueiros de seus vinte e poucos anos. Maravilhoso ouvir os sucessos de "Ten", o primeiro disco deles, de 1991, e perceber que as mesmas canções continuam emocionando quem ouve.

Show de rock bom é assim, uma catarse coletiva, até dificil de descrever para quem não estava lá. Mas eu até que tentei, espia só:


Agora, dois vídeos de alguns dos melhores momentos dos shows de 2005 e 2011. A qualidade da imagem não é lá essas coisas, mas o que vale mesmo é a música, certo? Aliás, falta muito pro próximo???

Better man + I wanna be your boyfriend (Ramones) - 2005 


Do the evolution - 2011

Corra, Lola, corra!


Midseason, a época mais triste do ano. Mas não é que eu estou até comemorando os season finale de várias das minhas séries favoritas? É que eu sou uma só pra assistir tanta coisa, gente, não dou conta. E agora maratona é o meu esporte predileto (quer dizer, não de verdade, ou não estaria reclamando dos quilinhos a mais...). No momento estou correndo atrás de Modern family, e já alcancei a primeira temporada de Glee e a terceira (como sempre, excepcional) de Dexter. As próximas na mira são The good wife, Fringe, True blood e a quarta temporada da comédia mais engraçada no ar há quatro anos, The big bang theory. E a lista só faz crescer... A seguir, o que anda passando na minha TV (leia-se notebook).

How I met your mother - A sexta temporada, que terminou segunda, não foi tão brilhante quanto as anteriores. Barney continua incrível, mas achei a Zoey meio chatinha e aquela história toda em cima do Arcadian bem forçada. Assim como a obsessão de Lily por engravidar. Os personagens continuam uns queridos, mas o melhor da série sempre foi a vida amorosa de Ted, o oposto de todos os clichês masculinos. Melhor momento: os episódios sobre o pai do Marshall. Não dá pra não se emocionar.


Grey's anatomy - Acaba amanhã. Estou com um pouco de expectativa, porque os finais de temporada da série costumam ser excelentes (o último, já disse aqui, acho que foi um dos melhores que vi na vida). Mas a série tem muitos altos e baixos. O casal principal anda chatinho e nem Cristina (a ótima Sandra Oh) está inspirada. Com isso, o destaque vai para as coadjuvantes Lexie e Kepner. Piores momentos: Arizona voltando da África (podia ficar lá pra sempre) e o episódio musical (vergonha alheia, Shonda Rhimes).

Supernatural - Termina sexta. Eu adoro, mas tá começando a me irritar esse lance de a série não chegar a lugar nenhum. Quer dizer, depois de evitar o Apocalipse e voltar do inferno não sei quantas vezes, pra onde vão os irmãos Winchester. Apesar disso, tem alguns bons momentos, graças a Jensen Ackles e suas divertidas tiradas na maior parte do tempo. Gente, melhor terminar logo com dignidade, não? Se não, corre o risco de ir ladeira abaixo. Melhores momentos: os episódios da série de TV, com muitas piadas autorreferentes, e o do Velho Oeste.


House - Essa eu parei de ver no 12º episódio da sétima temporada porque... estava chato. Desde o começo, o romance House & Cuddy dava pinta de que ia estragar a série. Não deu outra. Episódios burocráticos e previsíveis desde então. Legal era aquela implicância mútua carregada de tensão sexual. Mas como Lisa Edelstein já deu adeus à série, talvez melhore. Vou voltar a ver assim que der. Tava na hora de, sei lá, House virar professor universitário e infernizar a vida dos alunos. Tipo uma Miranda Bailey de calças. Pior momento: quando você acha que nada pode piorar aquela equipe sem-graça, chega a mala daquela Masters. Chaaaata.

The event - Outra que eu abandonei pelo meio, sem dó nem piedade. E já foi cancelada mesmo... O pior foi a desculpa esfarrapada que a NBC arrumou pra justificar o fiasco (hoje o público divide as atenções da TV com a internet). Quer dizer que argumento mais ou menos, desenvolvimento ruim e elenco fraco mudaram de nome? Já viram, né? Anunciar série como a nova Lost (toc, toc, toc) atrai má sorte. Foi a mesma coisa com Flash forward. Melhor momento: a volta de Scott Paterson (o Luke de Gilmore girls!) à TV, mesmo que por pouco tempo.

Camelot - O tema me interessou, mas os primeiros episódios me decepcionaram um pouquinho. Pra quê, eu me pergunto, pra que aquele destaque todo para a Guinevere, meu Deus? Mulherzinha sem-graça. E a história dela com o rei já estava beirando uma novela mexicana. É bem verdade que a presença de Joseph Fiennes conta muito contra, mas Eva Green, ótima como Morgana, compensa. Melhor momento: o sétimo episódio, em que Arthur e sua corte ficam encurralados no castelo de Morgana, com bons conflitos. Há esperança.

The Borgias - Uma ótima série. Jeremy Irons, assim como o elenco, em geral, está excelente. Mas o melhor é o clima de bastidores da História, com todos os esquemas, mentiras, assassinatos, traições, hipocrisias, jogos de interesses. Pior momento: uma cena de sexo de muito mau gosto na sala da "Santa Ceia" (quem vê a série vai saber do que eu estou falando). Desnecessariamente bizarra.

Game of thrones - Gente, sério que toda ficção com reinos e batalhas tem que ser comparada a O senhor dos anéis? O piloto deixou no ar uns certos seres sobrenaturais, mas não vi até agora nenhum elfo nem hobbit. Então, foco no que interessa: personagens ótimos (o anão irmão da rainha, o filho bastardo de lord Stark, a lourinha oferecida em sacrifício que, aparentemente, vai passar a perna no irmão), texto bom, figurino e direção de arte impecáveis. Não tem como não gostar. E a segunda temporada já foi garantida pela HBO logo na estreia, então vamos comemorar. Melhor momento: a série tem várias coisas legais, mas o fim do primeiro episódio foi sensacional.

The voice - Então, como se eu tivesse tempo sobrando, resolvi viciar também em reality show de música (tô sofrendo porque perdi o bonde de American idol e sempre esqueço de botar na Record pra ver Ídolos). Tudo bem, o nível dos candidatos nas blind auditions foi frustrante (tanto que foi necessária uma repescagem na primeira fase do programa), e a edição é horrível. Mesmo. Aquele lance de esconder o rosto das pessoas no primeiro episódio foi legal, não entendi por que não fizeram com todos. Ia aumentar a curiosidade. Mas tem gente boa ali, e é divertido ver Adam Levine (adoro!), Cee-lo Green, Christina Aguilera e Blake Shelton (o melhor dos coaches) competindo entre si. Passa toda terça-feira e descobri que dá pra ver online aqui. Pior momento: o sentimentalismo que impera nesse tipo de programa, mostrando um que sustenta a família, o outro dizendo três vezes que é gay... Não precisa. Queremos ver é talento.

E eu já estou de olho nessa aqui: New girl, com a fofa da Zooey Deschanel.


Alguém tem aí o telefone do Viciados em Séries Anônimos???

Yo no creo en brujas, pero...

Já há algum tempo eu vinha matutando a ideia de fazer uma tatuagem. Quando minha irmã fez a dela, acabou me encorajando. Faltava só escolher o desenho. Descartei estrelas, flores e borboletas e decidi que ia fazer uma bruxinha (quem nasce em pleno Halloween tem que ter um lado meio bruxa, certo?). Mas quem disse que eu achava uma boa inspiração? Depois de muita procura (muita mesmo), eis que encontro o modelo perfeito no Deviantart: elegante, sexy, meio pin-up. Linda! Agora não tinha mais desculpa...



Liguei na sexta e agendei pro dia seguinte. Fui preparada para o pior, mas na hora fiquei tranquilona. Nem doeu tanto como eu imaginava. Depois de uma hora e meia, o desenho já quase terminado, o tatuador sugeriu: "Que tal fazer umas estrelinhas?". Minha irmã, claro, incentivou. Ele rabiscou minhas costas rapidinho, eu olhei no espelho e gostei: "Pode fazer". E aí, eu, que achava que estava mandando superbem, praticamente uma participante do Miami Ink, deixei escapar um sonoro "Ai!". Foi o que mais doeu, acreditam? Depois ele me explicou que o traço era diferente... Imagina se fosse o tempo todo assim? Eu teria dado um vexame!


Mas o resultado valeu a pena. Fiquei superfeliz com a minha bruxinha! Já tenho ideia pra uma próxima. E algumas opções para uma terceira... Não é que esse negócio vicia mesmo? :)

Mi Buenos Aires querido

Se vocês se perguntavam por que cargas d'água este blog andava uma pasmaceira, eis a resposta: a blogueira estava de férias! É sempre bom fazer uma pausa para arejar a cabeça (e ver se vocês iam sentir minha falta), né? Então, a moleza acabou, mas eu queria compartilhar um pouquinho da minha viagem a Buenos Aires. Eu não conhecia a cidade e vou dizer que adorei o lugar. A seguir, o que vi e ouvi por lá.



Clima: a temperatura lá estava na casa dos 27 graus a maioria dos dias. Ah, mole para uma carioca, né? Pois fiquei com preguiça de passar filtro solar um diazinho mais nublado e voltei toda vermelha. E o pior é que não tem brisa do mar para aliviar o calor. Então o que os argentinos fazem no verão, minha gente? Uns, mais afortunados, fecham suas lojinhas durante alguns dias e vão para o litoral. Outros tomam sol no parque mesmo. Pois é. Sin comentarios.


Idioma: quem acompanha o blog deve lembrar que em 2009, na minha viagem ao Chile, cheguei à conclusão de que meu espanhol precisava ser atualizado com urgência. Confesso que falei bem pouco, estava viajando em grupo e tal, e acabei me acomodando. Desta vez, fui resolvida a gastar mi castellano. Mas era só eu abrir a boca (e tirar fotos nos pontos turísticos) pra eles descobrirem que eu era brasileira e começarem a falar português: "Tudo bem, beleza?". Simpático da parte deles, claro, mas frustrante. Teve até um taxista que contou que havia morado 20 anos no Brasil e conhecia mais o Nordeste do que eu. Mas foi bom treinar os ouvidos com o sotaque carregado deles, e, no fim, já estava tirando onda, dizendo calle (cáxe), playa (pláxa)... rs


Futebol: os outros times podem dizer o que quiserem, mas o Flamengo é mesmo o time mais conhecido do Brasil. Em todo lugar que nós íamos, alguém vinha comentar, comemorando, a vinda do Ronaldinho Gaúcho. E a camisa do Botafogo que meu namorado usou quase passou despercebida... A não ser no Caminito, lugar em que os funcionários dos restaurantes praticamente disputam a tapas os clientes para uma boa parrilla (churrasco) e um show de tango de graça. Aí os caras, acostumadíssimos aos montes de brasileiros que passam por ali, apelavam e chamavam: "Ô, Botafogo! Ô, Loco Abreu!". Mas aquela região, localizada no bairro pobre da Boca, foi o berço do ritmo que se tornaria símbolo nacional, hoje não passa de um local de  turistas. É parada obrigatória para quem está visitando a cidade pela primeira vez, mas não é legal ter que aturar dançarinos insistindo o tempo todo para você tirar fotos com eles. Voltando ao futebol: fui até a Bombonera, o estádio do Boca Juniors, que fica ali pertinho, mas acho que deve ser mais legal em dia de jogo. E, ao contrário do que eu imaginava, me contaram que o time mais popular lá é o River Plate. Vai entender...


Comida: sim, o bife de chorizo (contrafilé) é espetacular, as empanadas são campeãs e as medialunas (croissants) são muy sabrosas. Nem sou fã de doce de leite, mas não resisti ao sorvete e às panquecas. E, apesar de minha experiência com comidas típicas não ter sido muito agradável no Chile, encarei o locro e a carbonada, que são uma espécie de cozido de lá, o segundo mais agridoce. Até que gostei. Mas a pergunta que não quer calar é: por que as bebidas têm que ser tão caras? Nem falo dos vinhos, que variam bastante, e geralmente custam mais mesmo. Mas uma garrafinha de Coca-Cola ou de água custar 9 pesos (cerca de R$ 4,50) em um restaurante é demais, não é? Agora, cá entre nós: senti muita falta do nosso arroz e feijão.


Obsessões: olhando as lojinhas de lembranças, impossível não reparar em algumas paixões argentinas (ou seriam dos turistas?). Não estou falando de símbolos óbvios dos hermanos, como Evita, Gardel ou Maradona, mas de Simpsons, Beatles e pop art. Impressionante a quantidade de ímãs, camisetas, chaveiros, bolsas com esses ícones. Adorei uma camisa do Homer comemorando o gol de mão sobre a Inglaterra (agora me arrependo de não ter tirado foto). Estampas de Andy Warhol e Roy Lichtenstein também estão em souvenirs por toda parte. Mas os Fab Four são uma atração à parte: eles ganharam um museu só pra eles no centro de BsAs agora em janeiro, num lugar que eu amei, chamado Paseo la Plaza. O espaço da exposição mesmo é pequeno, mas reúne pequenas preciosidades como cópias das certidões de nascimentos dos integrantes e do casamento de John Lennon e Yoko Ono, além de discos, ingressos, miniaturas e o que mais tiver alguma relação com os Beatles.


Teatro: adorei a Avenida  Corrientes, que tem um comércio movimentado, vários restaurantes,  pizzarias e cafés e muitos, muitos teatros. Algumas peças em cartaz eram  comédias escrachadas, com cartazes enormes de mulheres com pouca roupa  (e vocês acham que isso só tem no Brasil, né?), mas havia também alguns  musicais. Quando estive por lá aproveitei para ver a versão portenha de  Chicago no Lola Membrives, que é bem bonito. Claro que é mais difícil acompanhar em outro idioma, mas ajudou  ser uma história conhecida. Só que lá eles colocaram uma Roxie Hart  morena e uma Velma Kelly loura, não me perguntem o porquê. Usaram também  um cenário alternativo, com a orquestra tocando ao vivo no palco. Não  gostei muito, preferia mais espaço para uma montagem com mais plumas,  paetês e glamour. Mas algumas músicas ganharam coreografias  interessantes, e a versão das músicas para o espanhol ficou simpática.  Deu vontade de ver o filme de novo. E uma montagem na Broadway, que deve  ser um luxo!


Jardim Japonês:  o lugar mais lindo que visitei lá. Sério, por mim eu ficaria lá  tranquilamente uma tarde inteira só descansando e olhando a paisagem. Eu  já tinha visto várias fotos e tinha certeza de que queria conhecer. A  entrada é paga (custa 8 pesos), mas vale muito a pena. Mas como a lei de  Murphy tarda mas não falha, adivinha justo onde a bateria da minha  câmera foi acabar? Um alfajor Havana para quem acertar! Também, eu usei a  pobre coitada até não poder mais, meu namorado me zoava dizendo que eu  parecia uma japonesa. Mas, graças a Deus, existe uma coisa chamada  celular. Mesmo simplezinho, o meu quebrou um galho e me poupou de voltar  pra casa sem um registro do passeio.


Livrarias:  não tem Mega Store no mundo que se compare ao charme da El Ateneo.  Antes de ser esta livraria linda, o lugar era um teatro, onde Carlos  Gardel chegou a se apresentar. Hoje o palco deu lugar a um café, e os  vários andares possuem livros dos mais variados assuntos. Vale nem que  seja pela visita. Mas Buenos Aires é tão literária que quem não tem  grana para badalar na Recoleta vai achar alguma coisa nas livrarias/sebos/lojas de discos do Centro mesmo. Um fica quase ao lado do outro, é até difícil  escolher em qual entrar. Mas foi numa loja maior, a Musimundo, que achei  um dos meus recuerdos mais queridos da viagem: um box Juan José  Campanella + Ricardo Darín (o equivalente argentino a Tim Burton +  Johnny Depp pra mim). Quatro filmes (O segredo dos seus olhos; O mesmo amor, a mesma chuvaO filho da noiva e Clube da lua), alguns difíceis de achar por aqui,  por 100 pesos (R$ 50)! Sem contar que um vendedor superatencioso ficou  um tempão me indicando CDs de rock. Difícil foi convencê-lo de que  bandas argentinas não tocam nas rádios daqui... Eles não devem entender,  porque lá é muito fácil encontrar discos brasileiros, alguns bem caros,  inclusive. É uma pena que não haja essa troca.


Mafalda:  ela é praticamente uma instituição nacional. Linda de morrer, a  personagem do cartunista Quino é muito querida por lá e estampa uma  infinidade de produtos, que quase me levaram à falência. Juro, tive que  resistir para não trazer TUDO que tenha o desenho dela. Minha maior  tristeza, no entanto, foi não ter conseguido tirar foto na estátua dela,  em San Telmo, já que o passeio pelo bairro estava programado para o  domingo, dia da famosa feira de antiguidades que rola pelas redondezas.  Mas uma chuva torrencial desabou durante boa parte do dia, mudando a  programação. Mas tudo bem, fica pra próxima (olha a desculpa para voltar  logo!). E trouxe tanta coisa dela que nem dá pra ficar triste :)