Do fundo do baú


Este blog não é de poesia, mas hoje eu peço licença a vocês pra publicar um poema que achei lá em casa, no meio de várias coisas guardadas no fundo do armário. A autora é a blogueira que vos escreve, mas fiquem tranquilos: não há nenhuma pretensão literária nisso... Antigamente eu tinha dessas coisas, sabe? Na minha fase adolescente tardia eu gostava de brincar de poeta. Muitos se perderam, outros eu arquivei num fichário, mas desse, em especial, eu gosto bastante. E, como eu ando numa fase meio nostálgica, achei legal resgatá-lo. Vai ver é a idade chegando... :)
Giselle de Almeida

Meninos x meninas


A verdade nua e crua poderia ser apenas mais uma comédia bobinha sobre relacionamentos. Clichês sobre o assunto não faltam. O que faz a diferença (e torna o filme tão divertido) é o tanto de pimenta que seus roteiristas colocam nas situações. Não há meias palavras, nada é suavizado, é tudo escrachado mesmo, e a graça está justamente aí.
Giselle de Almeida

Festival do Rio 2009: Bastardos inglórios


Encerrando minha (enxuta) lista do Festival este ano, uma grata surpresa: não é que o filme do Tarantino superou minhas expectativas? Eu sou fã dele, mas pelo trailer não dava pra saber que seria tão bom. Esperava mais violência gratuita e menos refinamento. Mas o roteirista/diretor nos brinda com pelo menos duas sequências brilhantes de diálogos tensos, uma logo ao início do filme, e outra envolvendo alguns membros dos Bastardos Inglórios, uma espiã e um oficial da Gestapo. De tirar o chapéu.
Giselle de Almeida

Festival do Rio 2009: Coco antes de Chanel


Cinebiografias são sempre uma incógnita. Na verdade, elas dependem 80% da história do personagem retratado - afinal, é pra isso que a gente vê esse tipo de filme, né? Se tiver muita tragédia, muito drama, muita superação, a chance de agradar às plateias é enorme (e os atores principais ainda garantem, pelo menos, uma indicação ao Oscar, vide Ray e Piaf, por exemplo).
Giselle de Almeida

Festival do Rio 2009: Eu, ela e minha alma


Eu gostava bem mais do outro título em português, Tráfico de almas. O atual não quer dizer nada com com coisa nenhuma. Implicâncias à parte, gostei do filme, que me lembrou bastante Brilho eterno de uma mente sem lembranças e Abre los ojos. Todos falam sobre pessoas insatisfeitas ou desesperadas, que procuram uma solução imediata para seus problemas. E em cada um, sempre tem alguém lucrando em cima disso, apresentando uma resposta rápida e prática para as questões que mais nos afligem: a felicidade está ao alcance do cartão de crédito. Não que a nossa sociedade esteja distante disso, só não é tão escancarado. E aí é que está a graça de um roteiro como o de Eu, ela e minha alma.
Giselle de Almeida

Festival do Rio 2009: Maradona


Ok, eu não entendo nada de futebol, não me lembro de ter visto Maradona jogar, e acho que essa discussão de quem é o melhor, ele ou Pelé, meio ridícula. Claro que a nacionalidade é que vai contar nessa rivalidade que eu nem sei bem por que existe. Mas ninguém pode negar que Don Diego é uma figuraça. Além de ser falastrão (o que rende boas manchetes), também tem uma história de vida peculiar, por seu envolvimento com drogas, o que quase destruiu sua carreira. Acho que isso já o suficiente para ser um bom material para um documentário, mas o filme de Emir Kusturica sobre o craque não se encaixa bem na nossa ideia de documentário.
Giselle de Almeida

Festival do Rio 2009: Abraços partidos


Quem lê a sinopse de Abraços partidos pensa logo num dramalhão. Sente só: cineasta que perdeu a visão e a mulher de sua vida num acidente há 14 anos abandona a carreira, adota um pseudônimo e passa a trabalhar como roteirista. Quando é questionado sobre seu passado, ele revira seu baú de memórias. Mas não precisa ir ao cinema de má vontade. O filme é mais que isso.
Giselle de Almeida