Os piores trailers de todos os tempos da última semana


Quem gosta de cinema sofre. Não bastassem os intermináveis comerciais que somos obrigados a assistir em determinadas salas, somos também bombardeados com peças "anti-propaganda" (exceção para o aviso do Unibanco, aquele das pipoquinhas, fofo!). Como falar disso já virou um tema recorrente no blog, inauguro hoje a série "Trailers inacreditáveis". Com vocês, o primeiro episódio:


A outra, com Natalie Portman, Scarlett Johanson e Eric Bana.
A trama: Na Inglaterra do século 16, as irmãs Mary e Ana Bolena (Natalie Portman) lutam pelo posto de esposa do Rei Henrique VIII.
Por que é ruim: porque é um resumão do filme (que até parece ser bom), mostra absolutamente tudo que vai acontecer! Quer contar demais e estraga o interesse na história. Menos é mais, sempre.


Casamento em dose dupla, com Diane Keaton e Liv Tyler.
A trama: Mãe superprotetora se hospeda por tempo indefinido na casa do filho casado.
Por que é ruim: é desnecessariamente longo, já que o filme é vergonhoso. Deixa no ar a seguinte pergunta: por que uma atriz como Diane Keaton se sujeitaria a algo tão ridículo? O aluguel deve ter aumentado...
Giselle de Almeida

Só sei que nada sei


É a mais pura verdade a máxima que diz que quanto mais aprendemos, mais nos damos conta da nossa ignorância. Comprovei isso na última aula de francês. A gente tinha que criar um diálogo e apresentar pra turma. A professora deu uns minutos pra elaborarmos as frases, mas falamos tanta bobagem que não decoramos tudo, óbvio. E aí, rolam os improvisos. Uma colega não sabia mais o que dizer e resolveu olhar o relógio, pra dizer que tava na hora de ir embora ou algo do tipo. Acontece que... ela não sabia dizer as horas! A aula valeu só por isso.

Eu não sei se é só comigo, mas quando estou aprendendo um idioma novo, sofro um pouco no início. A falta de vocabulário não permite criar muitas frases, eu me sinto meio "me, Tarzan, you, Jane". Sei que é natural, que vai passar quando eu avançar um pouco no curso, mas sou ansiosa mesmo. A impressão que tenho é de que sou uma analfabeta. Acha que é exagero meu? Experimenta conversar com alguém só no presente do indicativo! É angustiante!

P.S.: para a tranqüilidade da turma, a professora avisou que vai ensinar as horas na próxima aula...
Giselle de Almeida

Quem lê sabe mais


A Rapha ainda não sabe, mas eu odeio correntes. Quebro todas que me mandam, tem até uma comunidade no Orkut pra isso e (adivinhe!) eu faço parte dela. Mas ela deu sorte que eu estou boazinha e vou escrever o meme que ela me mandou lá no blog dela. A idéia é a seguinte: escrever sobre os cinco livros que eu mais gostei e o que eu mais odiei. Descobri que não é tão fácil quanto parece.

Top 5

Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Escolhi esse, mas poderia ter citado qualquer um do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Afinal, essa foi a minha primeira paixão por literatura. Adorava todas as aventuras dos personagens, em especial a Emília. Quando ela abria a sua "torneira de asneirinhas", dizia as coisas mais inteligentes (e divertidas) do mundo. Ainda tenho uma coleção inteira lá em casa. Não cheguei a ler todos, mas lembro que emendava um livro no outro. Também adorava Os doze trabalhos de Hércules, mais aí a lista passaria a ser Top 6, 7, 8...

Harry Potter, de J.K. Rowling. Impossível não falar no bruxinho, que foi uma das minhas mais recentes obsessões. Comecei a ler com uns três anos de atraso e viciei. Lembro que teve dias em que eu nem queria sair de casa antes de saber o que ia acontecer no próximo capítulo! Eu simplesmente não conseguia! Como a Fabi, também gosto muito da trama do terceiro, mas acho que a partir de HP e o cálice de fogo, a história ficou mais sombria e Rowling passou a escrever bem melhor. (Lembrei agora que a leitura do sétimo ainda está pendente e estou devendo um post sobre isso. Melhor pular para o próximo livro)



Crime e castigo, de Fiodor Dostoiévski. Esse eu li não faz muito tempo. Peguei um exemplar bem velho numa biblioteca, ao acaso, e comecei a lê-lo durante as longas viagens entre casa e trabalho. Li pela curiosidade, por se tratar de um clássico, e não imaginava que fosse mexer tanto comigo. Achei a tradução bem ruim e não conseguia decorar aqueles nomes complicados. Mesmo assim, é impressionante ler um relato de um crime e acompanhar a trajetória do assassino, com todas as suas idas e vindas psicológicas. E olha que estamos mais do que acostumados a ver crimes nas páginas dos jornais. Bom saber que a nossa sensibilidade ainda não foi pro espaço.

Histórias extraordinárias, de Edgar Allan Poe. Eu adoro esse autor. Acho suas histórias fantásticas, criativas, originais. Sombrias, é verdade, mas sempre muito interessantes. Li alguns de seus contos numa coletânea há algum tempo e fiquei apaixonada. Bem depois, passeando numa livraria descobri essa antologia, organizada pela Clarice Lispector.






Poemas escolhidos, de Fernando Pessoa e heterônimos. Esse eu já comentei em sala, né? :P








And last, but not least...

Taí, penei pra achar um livro que eu odeie. Isso porque se eu não gosto da leitura (ou não tenho paciência pra ela), simplesmente abandono o livro. Mas serve um que tenha me decepcionado?

Murder on the Orient Express, de Agatha Christie. Esse foi o primeiro livro que li em inglês. Tinha uma edição bem velha lá em casa e sempre batia aquela vontade de ler, mas nunca me achava preparada. Até que um dia, encarei o desafio: achei melhor não consultar o dicionário a toda hora para não atrapalhar a leitura e segui até o fim, aos trancos e barrancos. Fiquei orgulhosa de mim mesma. Ao mesmo tempo, quebrei a cabeça para descobrir o tal do assassino. Só que o final é uma tremenda decepção. Original, dirão alguns. Pra mim, totalmente frustrante.
Giselle de Almeida