Que tudo se realize no ano que vai nascer


Bom, a Fabi pediu, então lá vai: minhas resoluções para o Ano Novo que se aproxima. Mas, ao contrário dela, que listou uma meta para cada mês, fiz uma listinha mais reduzida, porque eu me conheço. Quem sabe eu não consigo cumprir pelo menos uma? Já será um recorde.

1 - Emagrecer. Meu principal objetivo para 2009. Preciso urgentemente eliminar os seis quilos que adquiri no último ano. Fiquei tão traumatizada que parei de me pesar. Mas minhas calças jeans continuam dizendo que estou acima do peso. Comprar roupas maiores, nem pensar!

2 - Administrar melhor meu tempo. Eu sempre quero fazer academia, aula de dança, francês, natação e não sei mais o quê. E sempre fico só na vontade. Já está na hora de eu tomar vergonha na cara, acordar mais cedo e fazer meu tempo render mais.

3 - Ler mais. Já faz um tempo que não consigo dar conta de todos os livros que quero ler. Tenho vários inéditos na minha estante, tem um até no plástico! Me sinto culpada, embora não pare de comprá-los. E olha que ainda tem uma biblioteca pública na minha rua...

4 - Baixar mais músicas. Comprar CD não vale, volta e meia eu não resisto a uma promoção e acabo levando uns pra casa (o que não quer dizer que eu os ouça com muita freqüência). Mas sempre que rola uma novidade, leio alguma coisa na imprensa e digo que vou baixar algumas músicas pra conhecer melhor a banda e tal... Meu mp3 está pra lá de desatualizado.

5 - Manter meu quarto em ordem. Dizem que ficar incomodado com a bagunça é sinal de desordem mental. Eu acredito. Por isso tem horas em que eu mesma não consigo entrar no recinto sem antes dar uma ajeitada básica. O problema é que logo depois eu bagunço tudo novamente. Sabe como é, chego tarde em casa, largo uma coisa ali, outra aqui, quando vi está pior do que antes.

6 - Pegar meu diploma. Sem comentários.

Até 2009!
Giselle de Almeida

Carta ao Papai Noel






Querido Papai Noel,


eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas estou só pedindo. Sei que estou um pouco atrasada, mas meu pedido fica valendo a partir do início do ano novo, combinado? É que eu ando precisando de mais paciência. E isso nunca é demais pedir, não é verdade? Aí eu não terei mais que ficar surpresa quando, a três dias do Natal, entrar numa loja de roupas masculinas, escolher uma camisa social, dizer que vou levar e ouvir a vendedora perguntar: "É pra presente?". Imagina, Papai Noel, que grosseria da minha parte pensar em dar uma resposta mal educada à vendedora, do tipo: "Não, eu vou a uma festa hoje à noite e estava pensando em usar. Que pena que não tem o meu tamanho, mas vou levar assim mesmo, fica mais confortável". Tá vendo, é por isso que eu preciso de mais paciência. Estou muito intolerante com as pessoas.

Um abraço,

Giselle
Giselle de Almeida

No Maraca com Madonna



Pontual foi a chuva, que chegou antes mesmo de Madonna pisar no palco carioca, com meia hora de atraso. Mas os fãs, encharcados, nem ligaram. O que importava mesmo era ver o espetáculo, que prometia. E a diva fez tudo que se esperava dela: cantou, dançou, pulou corda, fez pole dance, beijou uma bailarina na boca, jogou um colete para a galera e desceu do palco para ficar mais perto dos seus súditos.

Provando que a ashtanga yoga faz efeito, a “senhora” de 50 anos usou um figurino que mostrava bastante o corpão e não parou um minuto sequer. Foram duas horas de muita dança e várias trocas de roupa, quase sem descanso. Acompanhada de dezoito bailarinos, ela usou e abusou das coreografias, sempre carregadas de muita sensualidade, sua marca registrada.

Apesar de um assistente procurar protegê-la com um guarda-chuva, a rainha do pop também se molhou, escorregou e caiu no palco, mas não perdeu o rebolado. E ainda virou para o público e disse: “Desculpem por eu estar molhada. Espero que vocês não se importem. Podemos continuar?” Quem se importaria? Quem está na chuva, é pra ver Madonna.

O repertório da turnê “Sticky & sweet”, que a trouxe de volta a terras brasileiras depois de quinze anos – em 1993, ela passou por aqui com “The Girlie show” – é mais atual do que nostálgico. A maioria das músicas do espetáculo é de seu CD mais recente, Hard candy. Não que isso seja um problema, já que Madonna consegue a façanha de colecionar hits a cada novo álbum lançado. Mas ela não deixou de fora sucessos antigos como Human nature, Vogue, Borderline, Music, La isla bonita e Like a prayer – este, com certeza, o momento mais bonito do show, com todo mundo pulando e cantando junto.

No bloco final, além da música-surpresa, que a cantora costuma pedir para a platéia escolher (no Rio, foi Express yourself), uma seqüência mais dançante, capaz de fazer qualquer um perder o fôlego: 4 minutes, com a participação virtual de Justin Timberlake no telão, Ray of light, Hung up e Give it 2 me, encerrando o show em grande estilo.

Diante de tamanho espetáculo, recheado de belos efeitos especiais e digno de agradar aos fãs mais exigentes, qualquer Fla-Flu perde. O Maraca é dela.
Giselle de Almeida

Irmãos Winchester forever



Pausinha rápida só pra comentar: o que é a nova temporada de Supernatural??? Sensacional! Não é que os roteiristas acharam um ótimo gancho pra dar uma reviravolta na trama? E olha que eu perdi o segundo episódio, mas o primeiro e o terceiro, que assisti ontem, foram muito bons. E o Dean continua engraçado como sempre! O problema é o "to be continued" que apareceu na tela... (odeio isso). Falta muito pra chegar domingo???
Giselle de Almeida

Férias é tudo de bom


Minhas tão aguardadas férias terminaram mais cedo do que eu gostaria. Mas viagens sempre deixam boas histórias...

- Descobri que a verdadeira comida típica da Bahia não é o acarajé, é a pizza! Em cada esquina, você topa com pelo menos duas pizzarias. Acho que nem na Itália tem tantas. Duvida? Teve até uma festa em Morro de São Paulo que oferecia como brinde na entrada uma caipirinha ou uma fatia de pizza! Oxente, onde mais já se viu isso?

- Ainda em Morro, tinha um casal de gringos com dois filhos pequenos, todos muito branquinhos e falando alemão. Não tinha mais ninguém pra tirar uma foto minha com meu namorado do mirante do farol. Eu sempre fico meio tímida pra falar com estrangeiros, mas aproveitei a oportunidade pra desenferrujar meu inglês. Me sentindo, mandei um: "Could you take a picture, please?". A gringa, simpática, sorri e pega a câmera. Na hora de bater, ela vira pra gente e fala: "Não tem flash, não? Tá escuro!". Assim mesmo, no bom e velho português...

- Passeando pela ilha, passávamos perto da igreja quando ouvimos uma marcha nupcial! Na hora, pensamos em dar uma passadinha só pra espiar. Não é que os noivos eram um casal de velhinhos, que estavam juntos há 50 anos? Muito bonitinho! Acabamos ficando durante toda a cerimônia, de penetras. No dia seguinte, quando já nem me lembrava mais do episódio, a recepcionista da pousada pergunta: "Não eram vocês que estavam na igreja ontem?". Pegos no flagra!

- Descobri que não tenho medo de avião, mas tomei pânico de catamarã. A ida pra Morro foi ótima, mas a volta... Foram as duas horas mais longas da minha vida. Bem que o motorista que nos levou até o porto nos avisou que vir contra a maré era mais problemático. Vocês não sabem como eu fiquei feliz de avistar Salvador. E morrendo de inveja de um cara que estava sentado na minha frente, que lia tranqüilamente seu livro e bebia uma cerveja atrás da outra, como se nada tivesse acontecido...
Giselle de Almeida