Auto-análise
"E o nosso lado serial killer, marilyn monroe, al capone, simone de beauvoir, ku klux klan? Para onde vai tudo o que a gente pensa e reprime, tudo que a gente ouve e estoca, tudo que a gente lê e compreende, tudo que a gente vê e não toca?" (Trecho do livro Divã, de Martha Medeiros, editora Objetiva)
Um chute: a internet.
Tá melhorando
Continuando a minha saga atrás de bons programas, assisti na quinta ao primeiro episódio do segundo ano de Ugly Betty. Eu adoro a série, embora não consiga acompanhar como devia. Perdi o final da primeira temporada, mas na época dei uma lida no que tinha acontecido e não fiquei boiando tanto assim. Gostei muito, manteve o ritmo, teve bons ganchos e acho que a temporada promete! Gente, o que foi a Alexis perdendo a memória e acordando como Alex? Isso é tema pra terapia por muito tempo.
Em seguida, pulando de canal em canal, acabei na estréia de The mentalist. E não é que a trama é boa? Tem um quê de Psych e Monk, mas não se parece com nenhuma delas, primeiro por não ser uma comédia, mas uma série policial. O protagonista, Patrick Jane, investiga assassinatos, baseado no seu excelente poder de observação. Só que, no passado, ele era um daqueles charlatões que enganam as pessoas em programas de televisão, dizendo que falam com os mortos. Até que um serial killer não gosta do que ele anda falando por aí e mata sua mulher e sua filha, e, óbvio, vira o alvo do investigador. Achei bem interessante.
Agora, mudando só um pouco de assunto: qual o problema dos nossos tradutores, hein? Comecei a ver a primeira temporada de Monk no DVD e fiquei assustada com a quantidade de erros grosseiros na legenda. Só pra ter uma idéia: "Eu fui o melhor homem do casamento dele. Isso vai o matar". Como assim? Best man é padrinho!!! E, pelo amor de Deus, vai matá-lo, né? Como telespectador sofre...
Zapping
Eu sei que essa devia ser uma semana feliz para quem é viciada em séries como eu, mas até agora, não vi nada muito animador. Em primeiro lugar, fiquei chateada porque a Warner simplesmente não exibiu Sopranos essa semana na segunda-feira. Caramba, logo agora que eu comecei a acompanhar! No domingo eu não consigo ver mesmo. Horariozinho ingrato! Revoltada, me recusei a dormir cedo e fiquei procurando alguma coisa pra ver.
Acabei parando no Sony, aguardando a estréia de Private practice. Eu, que não sou espectadora de Grey's anatomy, nem conhecia a personagem principal, mas vício é vício, né? Pra quem não sabe a protagonista é a Addison, ex-mulher do Derek, caso da Meredith e por aí vai... Antes do primeiro episódio, eles fizeram uma apresentação bem bacana da história da personagem, com cenas do seriado antigo e depoimentos de jornalistas. Ótimo pra quem caiu de pára-quedas como eu. Mas o episódio propriamente dito, não achei nada demais. Aliás, acho difícil a trama ter tanto fôlego, já que a obstetra se mudou e agora trabalha numa pequena clínica. Até quando vão conseguir manter o dilema: "Ó céus, agora não tenho equipe nem instrumentos suficientes para fazer um parto!". Difícil, né? Sem falar que o elenco agora é bem menor que o de Grey's.
A outra estréia da semana foi 90210, que eu só consigo chamar de Barrados no baile, não adianta. Assim, é uma série adolescente. Tem tudo aquilo que você espera, a mocinha legal, a patricinha popular, a alternativa marginalizada, o fortão valentão. Só de olhar você já sabe quem é quem. Todo mundo faz amigos em cinco minutos, se sacaneiam e se perdoam em dez, fazem festas como quem troca de roupa. Assim, uma bobagem. Mas é legal. Só um parêntese: pra quem acompanhou Barrados como eu, o mais impressionante de tudo foi ver... como a Brenda virou uma baranga! Gente, meu mundo caiu.
Cara de pau
Eu confesso. Ao preencher o cadastro na loja, não resisti à tentação. Marquei lá: manequim 38. Pena que a balança, o espelho e o meu guarda-roupa se recusem a confirmar.
Um quarto de século
É ou não é muito bom comemorar 25 anos e, na entrada do show, o segurança te pedir a identidade?
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