Pra adoçar a vida


Aproveitando a data de hoje (o centenário do poeta gaúcho Mario Quintana), um pouquinho de poesia neste blog...

Ah! Os relógios

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

-------------------------------------

Os poemas

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

----------------------------------

Das utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

----------------------------------

A vida

Mas se a vida é tão curta como dizes porque que é que me estás lendo até agora?

(Mario Quintana)
Giselle de Almeida

Atualizando...


O código Da Vinci: demorei séculos pra ler e, não, ainda não vi o filme. Mas já nem tenho tanta expectativa. Na verdade, até me decepcionei um pouquinho com a história, eu já sabia mais ou menos do que se tratava (o livro foi comentado à exaustão em todos os jornais, revistas e rodinhas de conversa) e a trama nem era isso tudo. Sem contar que alguém disse para o Dan Brown que ele era bom escritor e ele acreditou - algumas passagens eram tão bregas que davam vergonha. Enfim, matei a curiosidade: menos um na minha lista.




Cinema: é, eu fiquei devendo comentários. Logo em julho, mês de férias escolares (e, por tabela, de muitas estréias de blockbusters), não consegui ver vários dos filmes que eu queria: Os sem-floresta, Superman - o retorno, Piratas do Caribe 2. E o Anima Mundi, então, passou em branco esse ano... Bom, julho ainda não acabou, prometo que vou correr atrás do prejuízo. Enquanto isso, na medida do possível, vou atualizando minha lista aí ao lado.

Música: acho que nunca disse isso aqui, mas sou viciada em comprar CDs. Mania mesmo, não resisto ao passar perto das Lojas Americanas! Pois bem, minhas mais novas aquisições foram o Fijación oral, da Shakira (La tortura é simplesmente maravilhosa) e You could have it so much better, do Franz Ferdinand. Desses últimos eu só conhecia Take me out, que tocou à beça nas rádios. Mas assisti à apresentação deles na abertura do show do U2, em São Paulo, e gostei dos caras. Por falar em U2, comprei também o DVD Vertigo, mas ainda não consegui assistir. Tão bom aquele show... Mas pelo que li no Globo Online, melhor ainda vai ser o do encerramento da turnê, que terá a participação de nada mais nada menos que... Pearl Jam! Imagina, minhas duas bandas favoritas juntas no mesmo palco! Ai, ai...
Giselle de Almeida

O verdadeiro mistério de "Belíssima"



Não sei se vocês sabem, mas assim como o Artur Xexéo, eu também não assisto a novelas. Todo mundo me pergunta por quê. Ora, porque não gosto, não tenho paciência mesmo. Eu não acompanho, mas todo mundo vê - ao menos essa é a impressão que eu tenho. Por isso, me senti a pior das criaturas quando descobri, há umas duas semanas, que a Mônica (Camila Pitanga) era irmã do André (Marcello Antony)! Gente, só eu não sabia!

Mas, embora eu não acompanhe, tenho o hábito de assistir ao último capítulo (antigamente eu também assistia ao primeiro, mas como a estréia é numa segunda-feira, fica mais difícil). Então, lá fui eu conferir o tão esperado final de Belíssima. No fim das contas, não teve surpresa nenhuma, a imprensa já havia revelado tudo que iria acontecer, como de costume. Algumas pessoas ficaram decepcionadas. Eu, não.

Não entendo muito essa mania de os autores de esconder desesperadamente os finais, gravar cenas falsas no dia da exibição... Acho besteira. Alguém por acaso vai deixar de ver um filme de Romeu e Julieta porque sabe que eles morrem no final? Claro que não. O que importa é a maneira como a história é contada: isso é o que prende nossa atenção. E isso fica muito prejudicado quando se tem um desfecho mal amarrado. Em Belíssima (como em outras novelas), muitas cenas apenas serviram de deixa para flashbacks que traziam de uma vez só todas as respostas para os telespectadores. De verdade? Prefiro um final sem surpresas e bem-feito.

Agora, Silvio de Abreu não respondeu à pergunta que me fiz durante toda a novela: o que é que a Vitória  (Cláudia Abreu) tem? Afinal, ela se casou com o Henri Castelli, namorou o Gianecchini e terminou com o Marcos Palmeira. Isso sim é que é mistério...
Giselle de Almeida