Teoria da relatividade



Consumi quase todo um dia de folga para conseguir dar conta de não sei quantos episódios da sexta temporada de 24 horas que estavam gravados em duas fitas VHS (é, elas existem) desde semana passada. O quê? Por que não baixei? Tá de brincadeira, né? É dura a vida de quem não tem TV a cabo nem internet banda larga.

O final foi bem mais ou menos, mas o que me impressionou mesmo foi perceber que o dia do Jack Bauer é mais produtivo que o de qualquer ser humano mortal. É loucura minha ou ele evitou a 3ª Guerra Mundial pelo menos três vezes em um único dia? Sem contar que ninguém na UCT ou na Casa Branca faz uma pausa pra ir ao banheiro, tomar um café ou uma água. Eu, hein!

Enquanto isso, a pilha de livros na minha estante só faz crescer (não vou mais comprar até segunda ordem), estou cheia de CDs e DVDs ainda no plástico (idem), textos espalhados em folhas de rascunho em lugares onde nem faço idéia e mal consigo ler o jornal inteiro antes de ir pro trabalho... Acho que preciso dormir menos.

p.s.: Ai, meu Deus, agora vem Lost! Estou, literalmente, perdida.
Giselle de Almeida

Surpresa e decepção



A surpresa: Tropa de elite. Não esperava que o filme levasse o prêmio principal do Festival de Berlim. Primeiro, porque o que se leu por aqui foi que as críticas internacionais haviam sido bem duras com o longa de José Padilha, classificando até a obra como fascista. Sinceramente? Acho Tropa um bom filme; politicamente incorreto, mas bem verossímil. Nunca subi favela, nunca acompanhei o trabalho do Bope, não li o livro, mas vivo no Rio de Janeiro e estou cansada de ouvir histórias sobre violência e corrupção. O capitão Nascimento é herói? Claro que não, assim como Jack Bauer, Rambo e tantos outros também não são. O Bope é a solução para todos os nossos problemas? Longe disso, do jeito que está acho que nem Superman dá jeito. O fato é que o filme é bom, sim: bem produzido, interpretado e dirigido. Fala de uma realidade que existe, sim. Não é documento da verdade, é obra de ficção. E o prêmio é muito bem-vindo.


A decepção: Sweeney Todd: o barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Amo Tim Burton e Johnny Depp, e fui ao cinema cheia de expectativas, mesmo sabendo que se tratava de um musical. Mas me lembrei por que costumo rejeitar filmes do gênero no sábado à noite. Aliás, dos filmes recentes, só consigo gostar de Chicago e adorar Moulin Rouge (nem pra desenho da Disney tenho paciência). E aí, foi inevitável o desapontamento: em vez de as canções intercalarem os diálogos, o que se viu foi o contrário, algumas raras frases entre as intermináveis canções. Depp se sai bem como cantor e Helena Bonham Carter também não faz feio, mas uns intervalos maiores só fariam bem ao filme. Burton também exagera um pouco no sangue, mas... vá lá. O filme é sobre um assassino em série, não é? Dessa vez passa. Fora isso, o elenco impecável e o visual sombrio e bem cuidado de sempre. Pausa para um comentário nonsense: Alan Rickman e Timothy Spall estão no elenco (o Snape e o Rabicho dos filmes da franquia Harry Potter, respectivamente). O tempo todo tive a impressão de que Voldemort apareceria a qualquer momento...
Giselle de Almeida

E o manual salvou minha vida


A gente nunca sabe quando é que vai encontrar uma informação realmente importante. Comigo aconteceu dia desses, folheando o manual de instruções do meu celular novo. Simplesmente salvou minha vida. Eis a dica:

"Nunca coloque seu telefone em um forno de microondas, pois isto vai fazer com que a bateria exploda"

E aí eu me pergunto: por que cargas d'água eu colocaria o aparelho no microondas? Hein, hein? Não consigo imaginar. Além do mais, gosto de celular torrado deve ser horrível... Sou mais uma pipoquinha.
Giselle de Almeida

Isso que é programa infantil



Alguém aí já viu aquele programa de desenhos no sábado, no SBT? (Ai, meu Deus, tô assistindo demais a esse canal. Socorro!) Maisa, a menininha que apresenta o "Sábado animado" é fofa demais, mas, convenhamos, ela não tem idade nem altura pra ocupar essa função! Ela tem só cinco anos, não deve nem ler direito! Crianças-apresentadoras, em geral, são chatas (vide os outros programas da emissora. Eu sofria pra ver X-Men...). Não é nem esse o caso. Mas é surreal ver aquela pirralhinha tendo que atender as ligações dos telespectadores e comandar as brincadeiras - supostamente ao vivo, mas o programa tem toda a cara de gravado... Aí, do nada, ela começa a falar com alguém da produção, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Pra ela, tudo é festa. Mas tudo tem limite, né???

Só pra constar, Maisa é veterana em TV. Olha só o currículo da menina: eu não sabia, mas ela começou no programa do Raul Gil aos 3 anos, fazendo dublagens, depois passou a cantar e, finalmente, assumiu o cargo de secretária de palco do quadro infantil do programa. Secretária de palco! Agora, é a glória. Ela tem um brinquedo só pra ela, quer dizer, um programa só pra ela. Não é pra qualquer um.

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Ainda Lalola: descobri que no site do SBT tem uns vídeos da novela, com a abertura e umas ceninhas dos primeiros capítulos. Show!
Giselle de Almeida