Essas modelos


Deu no Jornal da Globo outro dia. Peguei a matéria pela metade, mas consegui ver o essencial. No clima de Fashion Rio, São Paulo Fashion Week e afins, estavam entrevistando uma dessas garotas de 13 anos, muitíssimo magra e alta, recém-descoberta como modelo. Esta, aliás, está começando bem: sua carreira está nas mãos da ex-empresária de Gisele Bündchen.

Lá pelas tantas, a repórter pergunta:

- Por que você quer ser famosa?

- Pra ser conhecida, responde a menina, sem pestanejar.

- E por que você quer ser conhecida?, insiste a jornalista, tentando conseguir o mínimo de informação da entrevistada.

- Pra todo mundo me conhecer...

É ou não é o fim do mundo?
Giselle de Almeida

Fragmentos da semana


Algumas coisas irrelevantes que fazem um dia ser diferente do outro.

Mistério: Aproveitei que a Record ia reprisar Star Wars 2 - O ataque dos clones para relembrar a história antes de ver o episódio 3. Só então me dei conta de uma coisa: por que cargas d'água o mestre Yoda, um jedi capaz de saltar, dar piruetas, duplos twists carpados e afins enquanto enfrenta o conde Dookan, precisa, segundos depois da luta, de sua pequena bengala para se manter de pé?




Bizarrice: Vagando pelos corredores da Saraiva, no Centro, dei de cara com um DVD intitulado "Britney & Kevin: Chaotic ... The DVD & More". É, basicamente, uma série de vídeos caseiros feitos por Britney Spears e seu digníssimo esposo, com direito a um episódio totalmente dedicado ao casamento. Achei até que se tratasse de uma dessas biografias não-autorizadas, feitas pra ganhar dinheiro em cima das celebridades. Mas não. Na contra-capa, o endereço do site oficial da cantora e tudo. Depois reclamam que não têm privacidade.




Frase: "Quem foi mesmo aquele cara que descansou no sétimo dia? João Batista?", de um cobrador de van, que tentava convencer um passageiro conhecido de que se o tal cara (no caso, Deus) podia, ele também tinha o direito de folgar aos domingos.
Giselle de Almeida

O sexto livro


Eu ia dizer que não deixei nenhuma leitura pendente para 2006, mas não é verdade. Pelo menos diminuí minha lista na última sexta-feira: terminei de ler Harry Potter e o príncipe mestiço. Não sei se isso me deixa alegre ou triste.

Primeira diferença deste para os dois anteriores: não há ação o tempo todo. O sexto ano em Hogwarts funciona como um período de preparação para Harry até o combate final com Voldemort. Talvez por isso não tenha achado este livro sombrio, como andaram dizendo. Fiquei até apreensiva quando li isso, quer dizer, achei que não poderia piorar ainda mais. Mas, no fim das contas, não fiquei tão chocada com os acontecimentos finais. Já suspeitava que fosse acontecer. Só não sabia quem seria o responsável... Aliás, pode ser que eu me engane, mas acho que vai haver uma justificativa pra isso no sétimo livro.

Como faz tempo que li A Ordem da Fênix, tive que me esforçar pra lembrar alguns detalhes, como a AD, o FALE, a profecia. Na verdade, não me lembrava de muita coisa além da morte de (ah, não quero estragar a surpresa de quem não leu) um dos personagens. No entanto, J. K. Rowling conseguiu avançar na história e, ao mesmo tempo, relembrar sutilmente certas passagens importantes. E o que é mais importante, sem ser chata. Ela cita algumas coisas, assim como não quer nada, e a gente acaba puxando pela memória. Funcionou.

Aliás, O príncipe mestiço é, na minha opinião, o mais bem escrito da série até agora. Os personagens estão mais complexos, têm dúvidas, erram. Harry e seus amigos estão amadurecendo. Além disso, Rowling aprendeu a ser mais objetiva. Nos três primeiros livros, confesso que achava um pouco maçante aqueles verões na casa dos Dursley, aquelas descrições intermináveis para tudo. Melhorou muito.

O sexto livro é também o mais adolescente de todos: boa parte da história tem a ver com a vida amorosa dos personagens principais. Fofo, divertido e bem realista. Minha passagem preferida é a da poção do amor, simplesmente hilária! Eu devia parecer uma doida rindo sozinha no ônibus...
Giselle de Almeida