Fragmentos da semana 2


O que valeu a pena na telinha e na telona nos últimos dias.


Filme: Match Point, o ótimo novo filme de Woody Allen. É a história do instrutor de tênis Chris, que se envolve com a noiva de seu melhor amigo e cunhado. A situação vai se complicando até ficar insustentável. Aí, ele tem que fazer alguma coisa. O filme é sexy, envolvente e a trama flui sem problemas, com aquele maravilhoso sotaque britânico. Ninguém é totalmente bom ou mau, todos são pessoas que você poderia encontrar em qualquer lugar. E o final ainda faz a gente pensar... então tudo é questão de sorte?

Oscar: o melhor da noite (tirando o George Clooney, óbvio) foi o comentário do José Wilker quando o King Kong de Peter Jackson ganhou o prêmio de efeitos visuais: "Eu gostava mais do Kong antigo...". A gente só pode acreditar que ele tenha dito isso sob forte carga emocional, nostalgia talvez. E aí, a gente até perdoa. No mais, uma apresentação bem morna, sem grandes discursos, canções ou suspenses. Quando já estava dando sono de tão monótono, veio Crash, levando o prêmio que todo mundo julgava ser de Brokeback Mountain. Moral da história: o jogo só termina quando acaba.


Lost: o início não foi tão promissor, mas a série, que termina hoje, aos poucos foi ficando mais do que interessante. Tudo bem, Jack e Kate são o supra-sumo da sem-gracice, mas tem o Sawyer, que compensa. O que foi aquela história dos óculos? Ou a do bebê? Hilário. O roteiro é super bem amarrado, os flashbacks se entrelaçam, coisa de doido. Deve ter dado muita dor de cabeça ao J. J. Abrams. Aguardemos a segunda temporada, num futuro distante na Globo (ahhhh....) e Missão Impossível 3, dirigido por ele. Ambos prometem.
Giselle de Almeida