Fall season: hora de matar as saudades


Fall season, aquela época linda do ano em que você mata a saudade de todos os seus personagens favoritos, vicia em mais algumas estreias e vê sua vida social acabar do dia pra noite. No meu caso, com tanta série voltando ao mesmo tempo agora, nem deu para me animar em acompanhar todas as novidades. As escolhidas da semana foram New girl e Person of interest. Mas vou te contar que o negócio não tá muito animador não.



New girl - Eu adoro tanto a Zooey Deschanel que foi só ver o nome dela nos créditos para cismar de ver a série. E não acreditei quando saíram as primeiras críticas negativas. Acontece que o piloto é mesmo muito ruim, e é preciso elevar muito o nível para prender minha atenção nos próximos episódios. Vejamos: garota que descobriu a traição do namorado responde a anúncio de três rapazes que buscam alguém com quem dividir o apartamento. O período de fossa torna a convivência meninos versus menina ainda mais difícil. Mesmo com Dirty dancing de tema, fica difícil gostar da protagonista, mais debilóide do que cativante, e acreditar na imediata amizade que surge entre eles. O texto é bem fraquinho, nem dá pra rir. Decepção total.


Person of interest - Sabe J.J. Abrams? Sabe Michael Emerson? Então... não funcionou. Não que a série seja outra das inúmeras tentativas de ser a nova Lost (Flash forward e The event foram fiascos monumentais seguindo essa linha), mas faltou molho. A trama não é das mais originais nem das mais verossímeis: Jim Caviezel é um ex-agente da CIA desiludido com a vida decide aceitar a proposta de um homem misterioso (Emerson) para evitar crimes que ele não sabe quando nem como vão acontecer. Tudo que eles têm é uma informação básica sobre um dos envolvidos. Não dá para contar muito mais sem estragar a trama do piloto, que envolve um quê de teoria da conspiração e muita falta de habilidade na construção do argumento. O problema é que daí em diante a história segue a linha de várias outras séries policiais/de investigação que a gente já conhece. Quero ver até quando os roteiristas vão ter reviravoltas como a da estreia na manga.


Das séries antigas, os retornos da maioria também foram bem mornos. Fringe era a mais esperada: devorei de uma vez só as excelentes três primeiras temporadas bem a tempo de acompanhar a quarta. A première não foi exatamente ruim, mas poderia (e deveria) ser mais instigante, já que o sumiço de Peter e o alinhamento dos universos abria uma infinidade de possibilidades. Aguardemos as cenas dos próximos episódios. The big bang theory e How I met your mother, minhas duas comédias favoritas atualmente, apostaram em episódios duplos, mas ficaram aquém do esperado (salvo a antológica cena de Sheldon no paintball e a inesperada volta de uma personagem na vida de Ted).


Grey's anatomy, que também voltou com dobradinha, foi a reestreia mais feliz. O roteiro fez um ótimo link com o fim da temporada passada mas conseguiu avançar na história e nos emocionar. Incrível como casos médicos fora do Seattle Grace dão uma injeção de ânimo na história. Além disso, é bom demais ver Cristina voltando a ser Cristina, o mundo de Meredith desmoronando, o chief tomando as rédeas da situação.... Em compensação, acho que Supernatural não tem mais para onde ir. Depois de uma excelente quinta temporada, com direito a Apocalipse e tudo, a sexta virou um mero aproveitamento de sobras da mitologia religiosa explorada até então, e a sétima, além de não mostrar a que veio, tem toda a pinta de ser só enrolação. Vou sentir muita falta dos irmãos Winchester, mas acho que já está mais do que na hora da despedida.

Agora falta tempo para ver Glee e The good wife. Assim que inventarem uma semana de dez dias ou o corpo humano passar a se satisfazer com uma hora de sono apenas eu vejo as outras estreias, emendo as próximas maratonas e conto tudo pra vocês...
Giselle de Almeida

2 comentários:

Fabiane Bastos disse...

Pessoa lendo o post acaba de perceber como está atrasada nas séries esse ano. DESESPERO MOMENTÂNEO, respira, respira, pronto. Quase passou.

Giselle de Almeida disse...

Fabi, também fiquei tensa quando assisti ao Emmy e percebi que tem um monte de série ali que eu não vou ter tempo de ver nunca. Já coloquei Community e Parks and recreation na fila de espera, mas sou uma só, né? Tenho visto um pouco mais de séries, mas tô sacrificando meus filmes... É muito dura a vida da bailarina! rs