O leão, a feiticeira, o guarda-roupa e o gorila


Nossa, demorei mais do que gostaria para voltar a escrever aqui. Duas semanas! Estava mais do que na hora de atualizar este blog, né não? Então, aproveitei minha folga (afinal, é Natal!) pra comentar os filmes do último fim de semana, todos cheios de criaturas fantásticas e muitos efeitos especiais.

Pra começar, As crônicas de Nárnia. Durante a 2ª Guerra, a senhora Pevensie resolve mandar seus quatro filhos para a casa de um conhecido, no interior da Inglaterra. As crianças - Peter, Susan, Edmund e Lucy - tentam se adaptar à nova realidade até que, por acidente, descobrem Nárnia, um mundo diferente, repleto de seres encantados e animais que falam. Lá, descobrem que Nárnia está lutando para se libertar da Feiticeira Branca e sua participação nesta guerra é fundamental.

Acho uma pena que as cenas de ação não tenham sido tão exploradas, poderiam ter dado um gás ao filme. Outro problema foi o início apressado e frio demais. As crianças (e os espectadores, por tabela) não têm tempo para se ambientar à casa do tal professor, que ficamos sem saber exatamente quem é. Mas os atores mirins, especialmente os dois menores, se saem bem, os efeitos especiais são bons e a história tem lá seu charme. E o casal de castores é engraçado... Ah, pros apressadinhos: o filme só termina depois dos créditos finais!

King Kong também é bom, mas fiquei um pouco decepcionada. É óbvio que a expectativa diante do novo filme de Peter Jackson ia ser grande depois de O Senhor dos Anéis. Estranhei, no princípio, uma trama urbana, sem elfos, anões e hobbits. Além disso, demorei a assimilar Jack Black num papel sério e Adrien Brody como galã. Black é Carl Denham, um cineasta que resolve salvar seu filme de ir para o lixo e mete sua equipe numa encrenca daquelas ao embarcar rumo à uma ilha desconhecida (onde, descobrirão mais tarde, vive um macaco que cresceu mais do que devia).

Os animais criados por computador - o protagonista, os dinossauros e outras criaturas estranhas que habitam a misteriosa Ilha da Caveira - são impressionantes. No entanto, as seqüências de ação em que Kong contracena com humanos, por exemplo, soam falsas. Outra coisa que incomoda bastante é o excesso de close ups. Parecia que eu estava assistindo a uma novela do Jayme Monjardim. Sério. Só que no lugar da Ana Paula Arósio estava a Naomi Watts. Na segunda hora de filme (são três), não agüentava mais olhar pra ela.

Mas o mais legal de assistir ao filme foi tentar identificar Andy Serkis na pele (pêlos?) do gorila do título. Pra quem não ligou o nome à pessoa, Serkis foi o intérprete de Gollum, de O Senhor dos Anéis. É, aquela criatura feita por computador, de longe o melhor personagem da trilogia. Seus movimentos e expressões eram tão realistas graças ao talento de Serkis. Ficou curioso? Desta vez é mais fácil reconhecê-lo: ele também aparece em King Kong como um dos tripulantes do navio. Pelo menos deve ter recebido em dobro...

See you!

p.s.: Preciso parar de prometer as coisas. Foi só dizer aqui que escreveria sobre Harry Potter e o cálice de fogo e pronto! Não consegui ver o bendito filme até hoje! Dizem que não é lá essas coisas, mas não importa, quero ver assim mesmo. Pra compensar, comecei enfim a ler o sexto livro. Depois de quase um mês lá em casa, decidi apelar e ler no ônibus mesmo. Está interessante... Mas volto a este assunto depois de terminada a leitura. E nada de promessas. Prometo.
Giselle de Almeida

2 comentários:

Geisy, a mais melhor de boa disse...

Concordo qto à crítica de Nárnia, mas discordo qto ao King kong. Em parte. Tb ñ agüentava mais a cara da NW, ela ñ pára de chorar o filme td!! E Jack Black, apesar de bem no filme, ñ "desce redondo".
Mas o Kong de Andy Serkis é lindo, romântico, orgulhoso, engraçado... Não q vc esteja esculhachando o kong, mas acho q vc tava esperando uma espécie de Jack Bauer das matas, sabe? Do tipo q quebra td e depois pergunta pra pobre da vítima "Pra onde é q ela foi?"
O filme é sensível, a direção, o visual, os efeitos, td mt bom - mas ñ excelente. Só o Kong é.
Ah, e o Adrien Brody convence como galã sim, mais do q se fosse o Brad Pitt. Qdo q ele apareceria na sua vida e enfrentaria um gorila gigantesco msm correndo o risco de ser abandonado numa ilha inóspita e perdida pra te salvar?? O Adrien poderia... =D

giselle disse...

É, Isy, confesso que esperava mais aventura, embora as seqüências de ação tenham sido muito boas. Mas a Globo fez o favor de reprisar o filme de 1976, que eu ainda não tinha visto, porque assim posso fazer uma comparação (ainda falta ver o original, de 1933).

Dá pra ver logo de cara que o filme de Peter Jackson é bem mais lírico que o anterior. Mas continuo sem entender por que a Naomi Watts teve que correr atrás do Kong. Tudo bem sentir simpatia pelo animal que salvou sua vida, mas ela quase esnobou o Adrien Brody pra ficar com ele... rs. A personagem da Jessica Lange, por exemplo, brinca com o fato de o gorila ter se apaixonado por ela e só vai parar no alto de uma das torres do World Trade Center porque foi raptada.

Entretanto, o filme de Jackson tem diálogos mais divertidos, histórias paralelas e boas interpretações. A parte da exploração de Kong como espetáculo na América também ficou mais interessante. Agora, vale a pena ver a outra versão só pra conferir os moderníssimos efeitos especiais da época. E, convenhamos, que falta faz o Andy Serkis...