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Feliz 2012!

Eu ia fazer um post de resoluções de ano novo, mas essas listas só servem mesmo pra deixar a gente deprimida doze meses depois ao ver que não cumpriu quase nada. Então resolvi encerrar este ano de 2011, que pra mim não foi dos mais fáceis, com esse vídeo cuti-cuti da Zooey Deschanel e do Joseph Gordon-Levitt (o casal mais que fofo de (500) dias com ela) e o desejo de que o próximo ano seja muito, muito melhor pra todo mundo. 

Vejo vocês em 2012! :)


Por um carnaval mais criativo


Não sou exatamente uma foliã exemplar nem especialista em carnaval. Sou daquele tipo que dorme antes do desfile da última escola, mas ama acompanhar a apuração na Quarta-Feira de Cinzas ponto a ponto, mesmo sabendo que minha escola não tem muitas chances de disputar o título. Mas como o que eu gosto mesmo é dar pitacos, algumas observações sobre o Grupo Especial deste ano:

- Digam o que quiserem, Paulo Barros é o único carnavalesco atualmente que faz um desfile surpreendente, leve e divertido. As alas coreografadas e alegorias vivas, que alguns chamam de repetição, eu chamo de estilo. Porque fazer carnaval bonito com plumas de faisão e cristais swarowski é fácil. Criatividade são outros quinhentos. O que não significa, absolutamente, que ele mesmo não precise se reinventar. O fato é que sua comissão de frente mais uma vez arrasou (e, coleguinhas, por favor não insistam: segredo era só ano passado; dessa vez, o truque de ilusionismo era até bem simples, ok?), mas a Unidos da Tijuca teve vários outros acertos, como o fantástico carro abre-alas e o "Tubarão" de Spielberg engolindo o banhista em plena Avenida. Mas tenho que confessar que não entendi muito bem a proposta. O enredo não era sobre filmes de terror? Todas as fantasias eram ótimas, mas o que "Transformers" e "A fuga das galinhas" têm a ver com Zé do Caixão? Legendas urgentes pra mim, por favor. Apesar de tudo, vou torcer pela escola hoje.

- Fiquei muito triste mesmo pelo Salgueiro, porque a escola estava muito bonita. Sim, todos os clichês relacionados ao Rio e ao cinema apareceram por lá, mas o conjunto estava ótimo. Infelizmente o carro que eu mais gostei, o do King Kong na Central do Brasil, foi dar problema e atrapalhar o que poderia ser um desfile perfeito. Ainda acho que a culpa é da Valesca Popozuda, fantasiada de banana (!). É muito mau gosto junto, gente, os deuses do carnaval não gostam. E fiquei estarrecida com aqueles diretores de harmonia trogloditas, empurrando e gritando com os componentes que, afinal de contas, não tinham culpa do atraso e não podiam passar por cima dos carros que estavam na frente. Acidentes acontecem, e eu sei que bate o desespero, mas não precisava aquela violência toda.

- Já a minha Mocidade querida não consegui ver direito. Horário de fechamento, gente, momento tenso! E o pouquinho que assisti não me empolgou muito não. Achei as fantasias bonitas e tal, mas ainda acho que o que falta para o título (ou pelo menos o sábado das campeãs) é um enredo decente. Leia-se não-pautado-por-um-patrocínio-qualquer. Ah, e Ângela Bismarchi simplesmente não dá. Mas é minha escola e vou torcer por uma boa colocação, como sempre.

- Meu xodó este ano foi a União da Ilha. É uma pena que ela não esteja na briga, porque eu gostaria muito de ver onde a escola chegaria com este ótimo enredo, bem desenvolvido por Alex de Souza. Claro que eu não vi de perto e não vou discutir acabamento das peças (nem vou falar que foi um desfile de superação, prometo!), mas achei as fantasias e alegorias fofas demais: os pintinhos dentros dos ovos, a leoa lambendo os filhotes, as baianas de abelhinhas... É aquilo que eu estava falando do Paulo Barros: cadê leveza, criatividade, irreverência? Está na hora de as grandes escolas esquecerem um pouquinho só os enredos históricos. É impressionante como os carnavalescos adoram uma viagem no tempo que dê pra fazer uma referenciazinha à África, ao Egito, à Índia, à Mesopotâmia. Tudo tão batido... Nós queremos é novidade.

Cinco anos depois...

Pra vocês verem como o tempo passa rápido: há exatos cinco anos eu inaugurava esse espacinho, e nem imaginava que o Comentar é preciso teria vida tão longa. Posso sumir às vezes, mas sempre acabo voltando, para conversar com amigos que acabei fazendo por aqui. Aproveitando essa data tão simbólica, resolvi fazer uma recauchutagem geral no blog (é, eu adoro fazer essas mudanças). Acho que ficou simpático... Aos poucos vou atualizando os perfis ali ao lado e acrescentando novidades. Sugestões, aliás, são sempre bem-vindas!

Obrigada pela visita de quem chega aqui por acaso e pelos comentários de quem lê sempre as baboseiras que escrevo aqui. Nesses tempos de Twitter e afins, é bom ver que alguém se interessa por opiniões em mais de 140 caracteres. Vida longa ao blog! :)
 

Apesar das vuvuzelas, eu adoro a Copa do Mundo


Tá, eu não sou lá das torcedoras mais religiosas, nunca assisti a uma partida do Mengão no Maracanã, e não entendo quase nada de futebol. Mas adoro Copa de Mundo. É somente nesta época, de quatro em quatro anos, que procuro saber os resultados de todos os jogos (inclusive partidas bizarras como Eslováquia x Nova Zelândia, por exemplo) e leio noticiário esportivo com atenção. É quase uma realidade alternativa, tipo Lost. No mundo real, não faço nada disso.

Esquentando os tamborins


Falta menos de um mês. Na verdade, a sensação que eu tenho é de que o carnaval já começou faz tempo. Nada contra, mas todo mundo sabe que não é a minha praia. Só que o que eu não gosto mesmo é do olhar de condenação das pessoas por causa disso: só faltam colocar o dedo na minha cara e me chamar de roqueira, como se isso fosse uma grande ofensa. Na boa, eu não reclamo de ninguém que não saiba a formação do U2 ou a discografia completa do Pink Floyd. Então, não venham encher a minha paciência!

Uma imagem, mil palavras

Sexta-feira, finalmente, consegui ir à exposição do Vik Muniz no MAM. Só tem uma palavra pra descrevê-la: sensacional. A cada série do artista plástico eu ficava, literalmente, boquiaberta. Eu já tinha lido sobre o trabalho dele, já tinha visto algumas reproduções das obras, mas ver de perto é outra coisa, não tem comparação. Aliás, o grande barato é ver as peças bem de perto, pra notar o material utilizado, as nuances, os detalhes, e depois observá-los à distância. E o efeito é simplesmente maravilhoso.

Pra não dizer que não falei da folia

Foi muito duro ter que assistir à apuração na quarta-feira de cinzas e torcer pra minha Mocidade não cair pro Grupo de Acesso. Tudo bem que o desfile dela não foi lá essas coisas (o samba e o enredo também não ajudavam muito), mas ter que comemorar o 11º lugar é triste pra caramba. E olha que escapamos por oito décimos!

Sábado insano

No fim de semana, finalmente consegui assistir a um espetáculo que estava a fim de ver há um tempão: o Terça insana. Eu já conhecia alguns dos personagens, de programas de TV e do Youtube, mas como a peça sempre se renova, vale a pena ver ao vivo. E eles passaram pelo Rio pra divulgar o DVD "Ventilador de alegria".

Que tudo se realize no ano que vai nascer

Bom, a Fabi pediu, então lá vai: minhas resoluções para o Ano Novo que se aproxima. Mas, ao contrário dela, que listou uma meta para cada mês, fiz uma listinha mais reduzida, porque eu me conheço. Quem sabe eu não consigo cumprir pelo menos uma? Já será um recorde.

1 - Emagrecer. Meu principal objetivo para 2009. Preciso urgentemente eliminar os seis quilos que adquiri no último ano. Fiquei tão traumatizada que parei de me pesar. Mas minhas calças jeans continuam dizendo que estou acima do peso. Comprar roupas maiores, nem pensar!

2 - Administrar melhor meu tempo. Eu sempre quero fazer academia, aula de dança, francês, natação e não sei mais o quê. E sempre fico só na vontade. Já está na hora de eu tomar vergonha na cara, acordar mais cedo e fazer meu tempo render mais.

3 - Ler mais. Já faz um tempo que não consigo dar conta de todos os livros que quero ler. Tenho vários inéditos na minha estante, tem um até no plástico! Me sinto culpada, embora não pare de comprá-los. E olha que ainda tem uma biblioteca pública na minha rua...

4 - Baixar mais músicas. Comprar CD não vale, volta e meia eu não resisto a uma promoção e acabo levando uns pra casa (o que não quer dizer que eu os ouça com muita freqüência). Mas sempre que rola uma novidade, leio alguma coisa na imprensa e digo que vou baixar algumas músicas pra conhecer melhor a banda e tal... Meu mp3 está pra lá de desatualizado.

5 - Manter meu quarto em ordem. Dizem que ficar incomodado com a bagunça é sinal de desordem mental. Eu acredito. Por isso tem horas em que eu mesma não consigo entrar no recinto sem antes dar uma ajeitada básica. O problema é que logo depois eu bagunço tudo novamente. Sabe como é, chego tarde em casa, largo uma coisa ali, outra aqui, quando vi está pior do que antes.

6 - Pegar meu diploma. Sem comentários.

Até 2009!

Pra chinês ver

Então, a Nayra deixou um meme pra mim lá no blog dela (e, admitamos, já tava na hora de eu voltar a dar as caras por aqui, né?). Seguinte: ela quer saber quais as cinco coisas mais sem-noção das Olimpíadas de Pequim. Vamos lá.

1 - Dormir às 3h da manhã e estar de pé às 9h pra acompanhar a transmissão dos Jogos e achar que isso é a coisa mais natural do mundo.

2 - Galvão Bueno. Sempre. Em qualquer ocasião. Na final do futebol feminino, ele repetia sem parar uma frase que aprendeu em chinês (deve ser a única, tadinho). Aliás, como é que se diz "Cala a boca, Galvão!" em mandarim mesmo? E ele insistindo em falar com a avó do Cesar Cielo, a mãe da Marta etc? Ninguém merece. Eu não mereço.

3 - O bate-boca do Bernardinho com Bruno e Gustavo durante um treino. Micaço desnecessário. Esse cara precisa de terapia...

4 - A Larissa, do vôlei de praia, justificando uma derrota, dizendo que estava "preocupada em fazer gentilezas" para a Ana Paula. Vem cá, alguém explica pra ela que Olimpíadas é coisa séria? É mais bonito admitir que não houve entrosamento entre a dupla e ponto. Todo mundo tá cansado de saber que ela é uma boa jogadora, não precisa vir com desculpa esfarrapada.

5 - Estarmos perdendo no quadro de medalhas para Bielorrússia, Cazaquistão e Zimbábue. Ainda bem que nuestros hermanos argentinos estão piores que a gente!

Pra adoçar a vida

Aproveitando a data de hoje (o centenário do poeta gaúcho Mario Quintana), um pouquinho de poesia neste blog...

Ah! Os relógios

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

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Os poemas

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

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Das utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

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A vida

Mas se a vida é tão curta como dizes porque que é que me estás lendo até agora?

(Mario Quintana)